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Bastidores

Secretária de Estado da Cidadania em SetúbalReforça papel dos profissionais de saúde no combate à violência

Catarina Marcelino deixou ainda um apelo a todos profissionais de saúde do Hospital de São Bernardo (médicos, enfermeiros, auxiliares de acção médica) para que fiquem atentos a todas as manifestações de violência, adoptando uma “postura actuante perante esta grande causa de direitos humanos”.

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Secretária de Estado da Cidadania em Setúbal Reforça papel dos profissionais de saúde no combate à violência

Por Jornal Rostos

No âmbito das comemorações do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, Catarina Marcelino, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade visitou esta sexta-feira, 25 de Novembro, o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, onde participou no encerramento da sessão formativa sobre igualdade de género e violência subordinada ao tema, O Futuro das Desigualdades.

A secretária de Estado socialista frisou a importância do sector da saúde no combate à violência de género e apelou à constituição de uma comunidade activa contra a violência. “Hoje é um dia muito importante. Em Portugal, decidimos em conjunto com as organizações não-governamentais centrar a questão numa comunidade activa contra a violência, constituída por cidadãos comuns, profissionais de saúde e educadores”. Nesse ponto, “esta comunidade não pode ignorar o que passa ao seu lado, tendo a saúde um papel fundamental não só no tratamento da doença, mas no envolvimento físico, social e psíquico das vítimas. Muitas vezes, são os profissionais de saúde que se deparam nas consultas com situações graves de pessoas já em risco de vida pelo que devem deununciar e reportar os casos às autoridades”.

Catarina Marcelino destacou igualmente que “as crianças não são vítimas colaterais” deste flagelo social, mas antes “vítimas directas” tal como as mulheres e mães obrigadas a abandonar o lar. Actualmente 800 mulheres estão fugidas das suas casas, devido a maus tratos por parte dos companheiros ou cônjuges.
Para combater o problema, a secretária de Estado enunciou as três linhas de actuação, segundo as quais o Governo está a trabalhar. Em primeiro lugar, a subscrição de novos protocolos de combate à violência sobretudo no interior do país, em parceria com os sectores da educação e saúde (hospitais e centros de saúde), que pela primeira vez vão contar com o apoio da Medicina Legal para a recolha das provas, o Ministério Público e as Comunidades de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) espalhadas por todo o país.

Num segundo vector, o Governo pretende investir na educação para a cidadania nas escolas portuguesas, de forma a incutir nas crianças, adolescentes e jovens valores como a igualdade entre homens e mulheres e os direitos humanos. “Para além da Matemática e do Português, as escolas devem trabalhar na educação sexual e reprodutiva, que deve ser comunicada não apenas às meninas, mas também aos meninos”, reiterou a secretária de Estado.
E por fim, o caminho que deve ser feito na área da violência sexual. “Quando falamos de violência doméstica, falamos dos murros e dos pontapés, mas raramente da violência sexual exercida sobre as mulheres, que é vista como um tabu. Mas temos de ter a capacidade de levantar o véu, porque só com a palavra é que as coisas podem mudar de rumo”.
Catarina Marcelino deixou ainda um apelo a todos profissionais de saúde do Hospital de São Bernardo (médicos, enfermeiros, auxiliares de acção médica) para que fiquem atentos a todas as manifestações de violência, adoptando uma “postura actuante perante esta grande causa de direitos humanos”.

Fonte - PS

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