Deputados do PSD do distrito de SetúbalQuerem saber quantas toneladas de resíduos perigosos estão a ser queimadas na Arrábida

Por Jornal Rostos
Bruno Vitorino lembra que os social-democratas foram os primeiros a exigir um esclarecimento público e claro sobre os resíduos banais recebidos pelo CITRI em Setúbal.
“Sobre matérias de resíduos, e para que o debate seja completo e sério, torna-se necessário perceber tudo aquilo que envolvam movimentos de resíduos no distrito de Setúbal”, argumenta.
“O Governo liderado pelo então primeiro-ministro José Sócrates avançou com a co-incineração na Serra da Arrábida, contra a vontade da população, aumentando também a cota de exploração para as pedreiras, o que vai ajudar a perpetuar a presença da Secil na Arrábida”, refere o deputado do PSD.
“Apesar de nos ter sido dito que a co-incineração avançaria para resolver passivos ambientais para os quais não havia solução, a verdade é que as cimenteiras têm vindo a importar cada vez mais resíduos perigosos para queima, naquilo que se tornou um negócio de milhões, com muito pouco controlo”, acrescenta.
“O PSD sempre condenou esta decisão e esta insistência de José Sócrates, quer enquanto ministro do Ambiente quer como primeiro-ministro, na co-incineração de resíduos perigosos”, realça.
O deputado social-democrata diz é preciso tornar público o que tem vindo a ser feito na cimenteira Secil localizada em pleno coração da Arrábida, nomeadamente ao nível da queima de resíduos perigosos.
“Para esse efeito, enviamos um documento ao ministro da tutela a pedir explicações sobre quantas toneladas de resíduos banais e perigosos foram queimadas até agora, mas também quantas ações inspetivas foram feitas e quais os resultados das respetivas análises aos resíduos que têm como destino a cimenteira da Secil, no Outão, entre outras questões. Era também importante esclarecer qual a quantidade destes resíduos que é importada e qual a sua origem", explica.
Fonte - PSD













