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Bastidores

Continua a assistir-se à sobrelotação dos Serviços de Urgência Geral e Urgência Pediátrica do Hospital do Barreiroafirma Comissão Concelhia do Barreiro do PCP

Ao nível dos cuidados de saúde primários no nosso concelho, passámos de uma situação de 9 882 utentes sem médico de família, em 31 de Dezembro de 2015 para cerca de 10 227 em 2 de Fevereiro de 2017.

A extensão de saúde de Coina continua a funcionar no global apenas 1 dia por semana e a extensão de saúde de Palhais continua encerrada. O Centro de Saúde de Santo André continua a agravar as suas condições de atendimento uma vez que continua a receber mais utentes sem médico de família.

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Continua a assistir-se à sobrelotação dos Serviços de Urgência Geral e Urgência Pediátrica do Hospital do Barreiro afirma Comissão Concelhia do Barreiro do PCP

Por Jornal Rostos

Partido Comunista Português
Comissão Concelhia do Barreiro
Comunicado

A Saúde é um Direito!

O direito à Saúde, direito fundamental de todo o ser humano, inscrito na Declaração Universal dos Direitos do Homem, constituiu, na sua concretização, uma importante conquista de Abril.

A consagração, na Constituição da República Portuguesa de 1976, do direito de todos à proteção da Saúde, a criação de um Serviço Nacional de Saúde (SNS), universal, geral e gratuito e a atribuição ao Estado da responsabilidade pela garantia do acesso à prestação de cuidados de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, dá expressão concreta a este direito fundamental.

Entretanto, nos últimos anos, com o argumento da racionalização de meios, encerraram-se maternidades, serviços de atendimento permanente (SAP) e extensões de saúde, pondo em causa o direito à saúde, constitucionalmente consagrado.

Por outro lado, a desvalorização do trabalho dos profissionais de saúde, a desagregação das equipas, o degradar das condições de trabalho, o desinvestimento nos recursos técnicos e humanos necessários ao funcionamento de Hospitais e Centros de Saúde, a desastrosa política do medicamento e o definhar das atividades de investigação e de formação, parte integrante da estratégia definida pelo anterior Governo PSD-CDS, levou à desqualificação dos serviços públicos e à desmotivação dos profissionais.

Será ainda de relevar que após um ano de Governo PS nada foi feito para melhorar a situação do Hospital do Barreiro, assistindo-se a um progressivo agravamento das suas condições e à degradação da prestação dos cuidados de saúde.
Várias valências foram perdendo profissionais nomeadamente Pneumologia, Gastroenterologia, Dermatologia, Ginecologia, Anatomia Patológica, Hematologia, Imagiologia e a Unidade de Cuidados Intensivos.
E há ainda a registar as falhas já conhecidas nas especialidades de Ortopedia e Medicina Interna.
Continua a assistir-se à sobrelotação dos Serviços de Urgência Geral e Urgência Pediátrica do Hospital do Barreiro, agravada no Inverno, com horas de espera que chegam às 12 e 8 horas respetivamente.

A par destes acontecimentos foram-se verificando várias situações de encerramento do Serviço de Urgência de Obstetrícia por falta de médicos para o assegurar e até de desvio de ambulâncias do INEM para outros hospitais por estar esgotada a capacidade do Serviço de Urgência.
Ao nível dos cuidados de saúde primários no nosso concelho, passámos de uma situação de 9 882 utentes sem médico de família, em 31 de Dezembro de 2015 para cerca de 10 227 em 2 de Fevereiro de 2017 (dados do ACES Arco Ribeirinho), situação que tem promovido uma maior afluência ao serviço de urgência uma vez que estes utentes não encontram resposta na sua unidade de saúde e que demonstra a incapacidade do Governo PS para resolver este problema.

A extensão de saúde de Coina continua a funcionar no global apenas 1 dia por semana e a extensão de saúde de Palhais continua encerrada. O Centro de Saúde de Santo André continua a agravar as suas condições de atendimento uma vez que continua a receber mais utentes sem médico de família.
É preciso inverter esta situação!

A Comissão Concelhia do Barreiro do Partido Comunista Português saúda todos aqueles que continuam a lutar por melhores condições de acesso à saúde no nosso concelho, realçando a marcha do passado dia 4 de Março, em que participaram mais de um milhar de pessoas, utentes e também trabalhadores, que vieram para a rua exigir o direito à saúde.

O PCP continua a afirmar que a saúde é uma responsabilidade do Poder Central, que a descentralização de competências não pode significar a desresponsabilização do Estado, não pode corresponder à transferência de encargos e de descontentamento das populações relativamente ao que é incómodo para o Governo, neste caso para o Governo PS, que através do Ministério da Saúde deverá criar condições para a contratação de mais profissionais de saúde das diversas áreas de atuação, recuperar o normal funcionamento de todas as valências que têm sido desvalorizadas ao longo dos anos no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, e investir em equipamento técnico para a substituição do que já se encontra obsoleto e em mau estado de funcionamento.

No que diz respeito aos Cuidados de Saúde Primários, o PCP continua a exigir o alargamento do horário de funcionamento da Extensão de Saúde de Coina, a reabertura da Extensão de Saúde de Palhais e a Construção do Centro de Saúde do Alto de Seixalinho, no terreno já disponibilizado pela Câmara Municipal do Barreiro para o efeito.

Barreiro, 6 de Março de 2017
A Comissão Concelhia do Barreiro do PCP

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