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Bastidores

GREVE DOS TRABALHADORES DA FISIPE - BARREIROPARALIZA PRODUÇÃO DURANTE 3 DIAS

. PCP SOLIDARIEDADE COM A LUTA DOS TRABALHADORES DA FISIPE


"É urgente que a empresa regularize a situação dos trabalhadores com vínculos precários, revendo uma política injusta de vinculação só ao fim de 3 anos, que põe em causa a estabilidade e a possibilidade de organizarem a sua vida e constituírem família", refere um comunicado da Célula da FISIPE do PCP.

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GREVE DOS TRABALHADORES DA FISIPE - BARREIRO PARALIZA PRODUÇÃO DURANTE 3 DIAS

Por Jornal Rostos

GREVE DOS TRABALHADORES DA FISIPE-BARREIRO PARALIZA PRODUÇÃO DURANTE 3 DIAS

Os trabalhadores da FISIPE cumpriram três dias de greve, que teve grande adesão naquela fábrica de fibras sintéticas no Lavradio. A FISIPE produziu fibras acrílicas no Barreiro desde 1976 e, desde 2012 altura em que foi adquirida pelo grupo alemão SGL, tornou-se o maior produtor europeu de fibras de carbono.

SOLIDARIEDADE COM A LUTA DOS TRABALHADORES DA FISIPE

O PCP solidarizou-se com as reivindicações dos trabalhadores e esteve presente na concentração que realizou de tarde, junto à porta da fábrica. Foi distribuído um Comunicado da Célula do PCP na FISIPE alertando para a degradação da situação laboral que se tem verificado nos últimos tempos. Apesar das propostas de negociação por parte dos trabalhadores e dos seus representantes sindicais, a Administração da empresa tem-se mostrado indisponível para negociar as tabelas salariais, sem ter «em conta quer o nível de vida, nem o esforço a que diariamente são sujeitos pelo trabalho que executam, particularmente num quadro em que uma parte significativa destes trabalhadores cumprem regularmente uma violenta escala de rotação de horários que terão, inevitavelmente, consequências na sua saúde no futuro.»

Reivindicam por isso a urgência na «revisão das carreiras e grelha salarial» tal como «o «justo e necessário aumento intercalar de 7€, o que representará apenas cerca de 2400€ no conjunto de todos os trabalhadores.» A posição unilateralmente imposta pelos patrões da FISIPE sem ter em conta os direitos dos trabalhadores, nomeadamente: o «sistema desgastante de turnos em que a FIFIPE labora» bem como o direito à negociação do período de férias ou ainda a «regulamentação da posição G (reforço) e a sua correta aplicação», isto é, que os trabalhadores sejam informados atempadamente e não em cima da hora, são justas reivindicações e posições dos trabalhadores nesta greve.

A resposta da administração à greve ao trabalho suplementar, tem sido «a redução dos efectivos mínimos nas áreas de produção. Secções que assistem ao reduzido número de operadores, quando o ponto de partida era já de si deficitário veem, com estas medidas, aumentar a exploração e o desgaste destes trabalhadores» expondo-os ao agravamento das condições e insegurança no trabalho, abrindo portas aos acidentes, pondo em causa o nome da empresa, a saúde e a vida dos trabalhadores.

É urgente que a empresa regularize a situação dos trabalhadores com vínculos precários, revendo uma política injusta de vinculação só ao fim de 3 anos, que põe em causa a estabilidade e a possibilidade de organizarem a sua vida e constituírem família. Estes trabalhadores, têm experiência e conhecimento do trabalho e devem ser integrados no quadro efetivo da empresa, criando as condições para a sua estabilidade e consequente melhoria do trabalho. A estratégia da administração tem sido dividir, tratar por secção, por função, individualizar o caso deste ou daquele trabalhador. A resposta dos trabalhadores só pode ser a UNIDADE.
SE NOS SOBRAM AS RAZÕES, QUE NÃO NOS FALTE A CORAGEM!

A Célula da FISIPE do PCP

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