PS Palmela homenageia Maria Barroso e Mário Soares«Um militante pela liberdade e pela democracia até ao final da sua vida»

Por Jornal Rostos
Foi uma tarde de partilha de histórias e memórias, que contou com a presença de vários amigos de Mário Soares e de Maria Barroso, “os rostos do PS e, também, do Portugal moderno, democrático, europeu, livre, que todos os dias aprofunda a sua democracia”, conforme referiu Ana Catarina Mendes, Secretária-Geral Adjunta do PS.
Ana Catarina Mendes recordou que o PS foi capaz de mostrar uma solução governativa que os permite, hoje, “estarem com a Esquerda que Mário Soares, em Maio de 2013, na Aula Magna, conseguiu antever que era possível fazer, que era necessário fazer em Portugal”. Mas, reforçou: “aqui no nosso Distrito o poder local do Partido Comunista é um poder local que está atrasado no tempo e que todos os dias traz o medo para a cena política. O PS continuará sempre a lutar contra esse medo e contra essa tentativa de calar e silenciar muitos dos cidadãos que querem livremente exprimir-se nas nossas listas ou noutras de outras forças partidárias. Neste distrito e neste concelho em particular, homenagear Mário Soares e Maria Barroso é homenagear a liberdade.”
O presidente da Federação Distrital de Setúbal, António Mendes, destacou que foi Mário Soares e Maria Barroso que nos ensinaram a lutar pela democracia, mas a lutar pela democracia respeitando os adversários políticos. “Numa altura em que, na política nacional, tanto insulto ouvimos, nós socialistas devíamos fazer aquilo que a Michele Obama dizia durante a campanha americana: quanto mais eles descem o nível, mais nós iremos subir o nível. E isso foi aquilo que Mário Soares e Maria Barroso nos ensinaram: precisamente a respeitar o nosso adversário”.
Raul Cristóvão, presidente da concelhia e candidato à presidência da Câmara Municipal de Palmela, recordou Maria Barroso, a cidadã de Palmela, que na sua infância morou no centro histórico, um centro histórico que nem sempre tem merecido a atenção devida por parte de um poder autárquico de 43 anos. “Um centro histórico que tem afastado as pessoas, um centro histórico que poucos dos que visitam Palmela conhecem, porque poucos vão além do castelo. Um centro histórico que precisa de ser reanimado, valorizado e requalificado”, afirmou.
Para Raul Cristóvão são esses os compromissos que a sua candidatura tem com as pessoas, também, em memória daqueles que, como Maria Barroso, viveram em Palmela em épocas tão mais difíceis. “Mas a tradição, a ruralidade deste povo não pode ser esquecida no dia de hoje. É por aí que nós queremos ir, é por aí que nós acreditamos que as pessoas, também, acham que se deve ir. Valorizar a cultura, as tradições, o passado para crescer para o futuro”, afiançou.
Margarida Marques, que foi líder da Juventude Socialista na década de 80, partilhou com os presentes algumas das memórias que tem de Mário Soares, “o humanista, o homem próximo das pessoas, o homem culto, que sempre teve a consciência da importância da vida política para mudar o país”.
Margarida Marques recordou, entre outros acontecimentos que fazem parte da nossa história, a determinação que Mário Soares revelou ao pedir a adesão de Portugal à União Europeia, perante todas as dificuldades.
“Era um homem de Estado, e nunca deixou de ser um militante pela liberdade e pela democracia até ao final da sua vida”, concluiu.
Já Vítor Ramalho, amigo pessoal de Mário Soares, destacou o carinho que o histórico do PS tinha por esta terra, por razões de vária ordem, e pela luta contra os totalitarismos. “Uma delas passou aqui por Setúbal”, recordou, reforçando: “mas ele nunca se deu por vencido, e depois deu a mão a quem procurava denegri-lo e destruir a democracia. É verdade, porque isto é história. Nunca se deu por vencido nem na morte.”
A cerimónia de homenagem contou, também, com a presença de Catarina Marcelino, Eurídice Pereira e João Costa.
Fonte - PS













