Transporte abaixo das necessidades dos milhares de utentesque utilizam a via fluvial para se deslocarem entre o Barreiro e Lisboa.

Por Jornal Rostos
ADMINISTRAÇÃO DA SOFLUSA PRETENDE REDUZIR 5 CARREIRAS NAS HORAS DE PONTA
Não obstante o anúncio da disponibilização de 10 milhões de euros para que se procedesse à manutenção das embarcações da Soflusa e da Transtejo, necessitadas de intervenções urgentes, que lhes permitisse continuar a navegar, assiste-se hoje à declarada intenção da administração da Soflusa, em manter um nível de oferta de transporte abaixo das necessidades dos milhares de utentes que, todos os dias, utilizam a via fluvial para se deslocarem entre o Barreiro e Lisboa.
O anúncio da consagração formal, em horário publicado, da redução de carreiras entre as duas margens, que, quase diariamente, se vinha verificando há largos meses, (três com origem no Barreiro, que eram às 7h20, às 8h10 e às 9h00, e duas com origem em Lisboa, que eram às 7h45 e às 8h25), acompanhado de um anúncio interno de alteração dos horários dos trabalhadores, que acomodam a redução de carreiras e apontam para uma futura redução de tripulações, evidenciam uma intenção clara de tornar definitivo o que só era justificado com a falta de embarcações e de verbas para as reparar e uma preocupante intenção de uma futura diminuição dos postos de trabalho, merecendo, por isso, por uma razão e por outra, o mais veemente repúdio da CDU.
Sendo verdade que a situação da frota da Soflusa, não é hoje muito diferente da verificada há alguns meses atrás, em Junho, quando o Governo do PS anunciou a disponibilização da referida verba para a execução de um “plano de manutenção da frota que assegura as ligações fluviais no rio Tejo” e que pretendia, dizia, “garantir uma melhoria progressiva da oferta” de transporte, o que é ainda mais preocupante é a vontade manifestada de manter a degradação da oferta de transporte, com evidente prejuízo de milhares de utentes do transporte fluvial.
A frota de 8 embarcações, hoje existente na Soflusa, mesmo que se ultrapassem as dificuldades actuais (mantém-se uma embarcação em reparação e uma outra paralisada aguardando a ida para estaleiro) e mesmo que não se verifiquem incidentes na operação (hoje, por exemplo, avariou uma outra embarcação) é manifestamente insuficiente para manter o serviço público de transporte fluvial, de qualidade, que exigimos.
A mobilidade de pessoas e bens é determinante para uma sociedade justa e desenvolvida e, tendo isso em conta, a CDU mantém uma firme disposição de exigência de um transporte fluvial de qualidade, rápido, seguro e com preços acessíveis.
Na Soflusa, o que é preciso é recuperar a frota actual e aumentá-la de acordo com as necessidades e admitir os trabalhadores necessários a uma normal operação, assim garantindo uma oferta do serviço público de transporte que responda à necessidade dos utentes e da população.
Barreiro, 15 de Setembro
A COORDENADORA CONCELHIA DO BARREIRO DA CDU













