BLOCO DE ESQUERDA BARREIROCAOS NO SERVIÇO DA SOFLUSA PARA A TRAVESSIA FLUVIAL ENTRE O BARREIRO E LISBOA

Por Jornal Rostos
Chegaram ao Bloco de Esquerda do Barreiro e ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda várias queixas sobre o caos instalado na travessia do Tejo, entre Barreiro e Lisboa, desde segunda-feira dia 9 de outubro, consequência da redução, para metade, do número de barcos da Soflusa que prestam este serviço.
Durante toda a semana, ficaram ao serviço apenas quatro dos oito navios que fazem esta travessia, estando os restantes em manutenção ou reparação. A situação não é nova, sendo as queixas de atrasos e supressões sem aviso de carreiras uma constante dos últimos meses.
A indignação e revolta dos passageiros que utilizam diariamente os barcos da Soflusa, tendo muitos, pago antecipadamente esse serviço por via dos passes mensais foi agravada pelo “apelo” do Conselho de Administração da Soflusa/Transtejo “para que as pessoas evitassem deslocações do Barreiro para Lisboa entre as 8 e as 9 horas”. Quem pagou antecipadamente o seu titulo de transporte ou quem o quisesse fazer dentro do seu horário normal de deslocação, esta recomendação soou como um verdadeiro insulto.
O Conselho de Administração da empresa em vez de cumprir com o contrato que tem com os seus passageiros, ou, pelo menos, proceder ao fretamento de navios para suprir as falhas ou disponibilizar transportes alternativos por forma a garantir que as pessoas com falta de lugar nos barcos, fossem conduzidas ao seu local de destino dentro do horário previsto, exime-se aparentemente de qualquer responsabilidade, tentando transferir essa responsabilidade para as pessoas “para que (estas) ajustassem os seus horários”!
Na Soflusa esta situação é o reflexo da estratégia da anterior Administração, mandatada pelo Governo do PSD/CDS para privatizar o serviço de transportes, que levou à venda de um navio “Augusto Gil” – que agora faz falta – e à recusa em realizar investimentos de manutenção nos restantes, nomeadamente garantindo os indispensáveis Certificados de Navegabilidade.
Na Transtejo, tal situação pode vir a ocorrer em breve uma vez que o governo anterior vendeu ao desbarato o navio “Martim Moniz” e também deixou caducar vários certificados de navegabilidade, no âmbito da mesma estratégia de preparação para a privatização.
Adicionalmente, as dificuldades do setor têm vindo a ser agravadas pela falta de meios para a renovação e recuperação da frota de navios e pontões, que, sucessivamente, têm vindo a pôr em causa o serviço às populações.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda já endereçou uma pergunta ao Governo questionando a atuação do Conselho de Administração da Soflusa, a falta de oferta de meios alternativos de transporte, a estratégia prevista para evitar a repetição destes casos, tanto na Soflusa como na Transtejo e a disponibilidade do Governo para aprovar um Programa de Modernização e Reforço de Meios para as atuais travessias do Tejo.
O Bloco de Esquerda considera que o direito à mobilidade é um Direito Fundamental e que a superação das dificuldades só se resolve com o reforço do investimento público nos transportes coletivos públicos.
Fonte - BE













