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Bastidores

Moita - Proposta do PS de aplicação de IMI Familiar e devolução do IRSNão foram aprovadas em reunião de Câmara

Os vereadores do PS apresentaram na Reunião da Câmara Municipal da Moita uma proposta no sentido de a autarquia passar a aplicar o IMI Familiar em 2018. A proposta foi derrotada por força dos votos da CDU, do Bloco de Esquerda e da coligação PSD/CDS/MPT.

Ainda nesta Reunião de Câmara foi votado o Orçamento e as Grandes Opções do Plano em cuja votação o PS se absteve.

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Moita - Proposta do PS de aplicação de IMI Familiar e devolução do IRS Não foram aprovadas em reunião de Câmara

Por Jornal Rostos

PS NA MOITA PROPÕE IMI FAMILIAR E DEVOLUÇÃO DE PARTE DO IRS

Numa atitude construtiva, séria e responsável, em conformidade com o seu programa eleitoral, os vereadores do PS apresentaram na Reunião de Câmara da passada 2ª feira, proposta no sentido de a Câmara Municipal da Moita passar a aplicar o IMI Familiar em 2018, o que, seguramente, iria favorecer a economia das famílias do nosso concelho.
A proposta foi derrotada por força dos votos da CDU, do Bloco de Esquerda e da coligação PSD/CDS/MPT.

O IMI Familiar foi uma medida implementada pelo anterior governo do PSD/CDS pelo que o voto do seu representante neste executivo camarário, depois de uma controversa justificação, é da maior estranheza.
Outra das propostas apresentadas pelo PS, igualmente constante no seu programa eleitoral e amplamente fundamentada, teve a ver com a devolução aos munícipes de 0,5% do valor do IRS que cada um descontou.

O governo cobra este imposto, mas envia para o município 5% do valor descontado pelos seus munícipes. Contudo, a Câmara Municipal da Moita, à semelhança de outros municípios, pode determinar a devolução aos seus cidadãos de parte desse valor, ajudando, mais uma vez, o rendimento das famílias, em linha com os esforços que o governo tem vindo a implementar com a ajuda dos partidos que o apoiam a nível parlamentar. Foi isso que os vereadores do PS propuseram.
Esta proposta obteve um empate na votação após 4 votos contra do PCP/CDU, 3 votos a favor do PS, mais 1 do BE e a abstenção da coligação PSD/CDS/MPT que forçou a aplicação do “Voto de Qualidade” por parte do Presidente da Câmara que, com o seu voto contra, derrotou a proposta.

Ainda nesta Reunião de Câmara foi votado o Orçamento e as Grandes Opções do Plano em cuja votação o PS se absteve. Um documento cuja versão completa chegou tardiamente à vereação, mas que de novo nada trás, resultando numa versão estafada de anos anteriores.

O povo ao retirar a maioria absoluta ao PCP/CDU na Câmara Municipal da Moita deu sinal de querer uma mudança, reduzindo-lhes o poder absoluto que detinham até agora e atribuindo a maioria dos vereadores aos restantes partidos.
É pena que nem todos saibam interpretar essa vontade soberana dos eleitores.

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