Linha de Mercadorias Sines-Évora-CaiaCDS pede explicações

Por Jornal Rostos
Considerando a realidade local e a necessidade da definição de um traçado, os deputados do CDS-PP querem saber se o Ministro está em condições de esclarecer quais são as diferentes opções de traçado em Évora, e consegue dizer quais são os prós e contras de cada uma das opções.
Os deputados questionam depois se está ou não prevista a construção de uma estação para carga e descarga de mercadorias e respetiva plataforma logística na zona a Norte de Évora, ou noutro local perto das zonas industriais existentes para assim facilitar o escoamento dos produtos já produzidos (Embraer, Tyco e outras), se considera o Governo que a construção dessa plataforma logística seria importante para potenciar o aparecimento de novas agroindústrias que transformem localmente as matérias-primas, bem como a produção das já produzidas na zona de regadio da EDIA (amêndoa, tomate, entre outros).
Questionando também se as opções em causa garantem a segurança, bem-estar e a saúde das populações locais, os deputados do CDS-PP querem saber, sendo conhecidas as divergências locais em relação às várias hipóteses de traçado, qual será o caminho que o Governo tomará para consensualizar um traçado, se como forma de alcançar essa mesma consensualização considera o Governo ser necessário estudar mais alguma alternativa e quando arrancarão as obras de concretização da ferrovia que atravessará Évora.
Portugal entendeu que estrategicamente deveria valorizar criteriosos investimentos principalmente para aumentar a sua atratividade como porta de entrada na Europa, em especial na Península Ibérica, alargando o seu “hinterland” e articulando ligações com outros portos como são o caso de Setúbal e Lisboa.
A solução encontrada no PETI 3+ valorizava o transporte ferroviário de mercadorias que assim se tornaria mais eficiente, seja entre a origem e o seu destino final ou integrado na cadeia logística intermodal, valorizando-se assim as exportações e a sustentabilidade da nossa economia que se deseja que seja cada vez mais competitiva.
Este é assim um projeto que tem na sua definição a construção de novos troços, como são o caso de Évora-Caia ou de Sines a Grândola Norte, o aumento da eletrificação, a melhoria e substituição da sinalização.
Todas as intervenções perspetivadas permitirão desta forma a circulação de comboios com 750m de cumprimento.
Este é assim um projeto de vital importância para o país já que permitirá também uma ligação à Rede Transeuropeia de Transportes, constituindo-se assim este como um compromisso internacional do nosso país, já abordado por exemplo no acordo da XIX Cimeira Luso-Espanhola, na Figueira da Foz, em 2003, e reafirmado nas subsequentes cimeiras, fazendo parte do Projeto Prioritário nº 16 (Eixo ferroviário de transporte de mercadorias Sines / Algeciras - Madrid - Paris) da Rede Transeuropeia de Transportes e do Corredor Atlântico, que envolve Portugal, Espanha, França e Alemanha.
Posto isto, e sabendo nós que já existiram verbas que permitiram que fossem concluídas algumas intervenções, como são os casos: da modernização da Estação da Raquete na Linha de Sines, da construção de nova Estação Técnica na Linha do Sul, entre Canal Caveira e Lousal; da construção da Variante de Alcácer à Linha do Sul, entre Grândola e Pinheiro e da modernização do troço Bombel/Casa Branca/ Évora nas Linhas de Vendas Novas, do Alentejo e de Évora; torna-se importante avançar com as intervenções em falta.
Ainda assim a totalidade das obras incluí uma série de intervenções concretizadas em diferentes fases, como nos mostra a tabela seguinte retirada do Plano de investimentos em infraestruturas Ferrovia 2020:
Foi entretanto anunciado que serão, no primeiro trimestre de 2018, lançados os concursos públicos para a construção do troço ferroviário entre Évora e Elvas, ainda que se saiba que não há consensualidade no troço que atravessará a cidade de Évora.













