Plataforma para o Desenvolvimento da Península de SetúbalPenínsula perdeu 31.000 habitantes e agravou-se o envelhecimento da população
. 150.000 pessoas se deslocam diariamente para a margem norte
. Quanto ao PIB per capita é a quarta região mais pobre de Portugal.
A Plataforma para o Desenvolvimento da Península de Setúbal junta a economia real, o setor social e a sociedade civil, com uma representatividade muito significativa na Península de Setúbal.

Por Jornal Rostos
A Plataforma para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, da qual fazem parte a ACISTDS – Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal, a AISET – Associação da Indústria da Península de Setúbal, a Caritas Diocesana de Setúbal e o MPS - Movimento Pensar Setúbal, vai apresentar-se numa Conferência de Imprensa conjunta, a decorrer no próximo dia 12 de Julho, pelas 15h00, no Auditório do Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setúbal (NNIES), no Mercado do Livramento, em Setúbal.
A Plataforma para o Desenvolvimento da Península de Setúbal junta a economia real, o setor social e a sociedade civil, com uma representatividade muito significativa na Península de Setúbal.
A Conferência de Imprensa contará com a presença do Presidente da AISET, Antoine Velge, do Presidente da Direção da ACISTDS, Francisco Carriço, bem como do Presidente da Caritas Diocesana de Setúbal, Domingos Sousa e do Vice-Presidente do MPS, Orlando Santos.
A Península de Setúbal encontra-se incluída na NUTS III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos) AML – Área Metropolitana de Lisboa, tendo perdido o acesso a fundos comunitários, devido ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita médio da AML ser superior ao da média europeia. Contudo, existem duas realidades muito diferentes na NUTS II - AML, Margem Norte e Península de Setúbal, esta última contribuindo com 28% da população, mas apenas 9% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) das empresas, o que implica que mais de 150.000 pessoas se desloquem diariamente para a margem norte, com os consequentes custos económicos e ambientais.
Em termos da evolução do desenvolvimento económico, entre os anos de 2000 e 2016, a Península de Setúbal registou um crescimento inferior comparativamente às restantes regiões portuguesas (DIVERGIU), sendo, em 2016, quanto ao PIB per capita, a quarta região mais pobre de Portugal.
Concomitantemente, entre os anos 2000 e 2013, a Península de Setúbal perdeu 31.000 habitantes, com idades entre os 20 e os 34 anos, e agravou-se o envelhecimento da população.
Em termos europeus, o PIB per capita da Península de Setúbal também DIVERGIU e correspondia, em 2016, a 55% da média europeia.
A Plataforma para o Desenvolvimento da Península de Setúbal defende e pretende demonstrar que o território possui dimensão suficiente para ser uma NUTS II e NUTS III, autónomas, uma forma de voltar a ser elegível para os apoios comunitários, uma vez que o seu PIB per capita mantém-se, em muito, afastado dos números da AML e em evolução
divergente em relação à média europeia.
A Plataforma para o Desenvolvimento da Península de Setúbal defende a participação da Península de Setúbal na Associação de Municípios Área Metropolitana de Lisboa - AML, dado que a especialização estatística (NUTS) para efeitos da caracterização do território da Península de Setúbal e da implementação de políticas adequadas à gestão do mesmo,
não interfere com a dimensão jurídica da AML, Associação de Municípios.
A presente Conferência de Imprensa vai realizar-se após uma audiência na Secretaria de Estado do Planeamento e Infraestruturas, decorrida a 22 de Maio de 2018, na qual os representantes da Plataforma deram a conhecer os resultados do estudo efetuado e as soluções apontadas.













