Perturbações nas ligações fluviais asseguradas pela SoflusaNuno Magalhães quer saber quando serão autorizadas contratações na Soflusa

Por Jornal Rostos
Em duas perguntas, enviadas ao Ministro do Ambiente e da Transição Energética e ao Ministro das Finanças, o deputado do CDS-PP Nuno Magalhães questiona a tutela sobre as perturbações nas ligações fluviais asseguradas pela Soflusa.
Ao Ministro das Finanças, Nuno Magalhães pergunta se é verdade que a contratação de mais trabalhadores pela Soflusa ainda não foi feita por não haver autorização do Ministério das Finanças e quando é que estas contratações serão autorizadas.
Já ao Ministro do Ambiente e da Transição Energética, o deputado do CDS-PP, eleito pelo distrito de Setúbal, quer confirmação de que não há previsão de quando é que será reposta a normalidade na circulação dos barcos entre as duas margens do Tejo, de que desde sexta-feira já foram suprimidas 24 carreiras, nos dois sentidos, de há falta de trabalhadores para assegurar todas as carreiras necessárias à prestação do serviço prestado pela Soflusa, e de que a contratação de mais trabalhadores ainda não foi feita por não haver autorização do Ministério das Finanças.
Finalmente, Nuno Magalhães quer saber que diligências foram já tomadas pelo Ministro do Ambiente e da Transição Energética junto do Ministério das Finanças para que este problema seja resolvido com a celeridade necessária.
Em resposta a questões colocadas pela Rádio Renascença sobre perturbações de serviço previstas para esta semana, a Soflusa afirmou não prever quando é que será reposta a normalidade na circulação dos barcos entre as duas margens do Tejo.
Desde sexta-feira já foram suprimidas 24 carreiras, nos dois sentidos.
A empresa alega falta de trabalhadores para garantir serviço e espera autorização do Ministério das Finanças para contratar.
Fontes sindicais revelam que há várias tripulações incompletas: cinco delas não têm mestre, noutras faltam marinheiros e maquinistas.
Estas falhas, que até aqui afetavam o serviço noturno, estão já a afetar horários diurnos, nomeadamente nas horas de ponta da manhã e tarde.
De acordo com a Soflusa a situação agravou-se com a entrada em vigor do novo passe, que forçou a criação de mais carreiras, mas sem ter aumentado o número de trabalhadores por falta de autorização da tutela, nomeadamente Ministério do Ambiente e Transição Energética e Ministério das Finanças.
A empresa necessita de 12 trabalhadores marítimos (marinheiros e maquinistas práticos de 1.ª classe) e três funcionários para as bilheteiras. Em simultâneo abriu um concurso interno para mestres, dado que o acesso a esta categoria se faz através da carreira de marinheiro.
Entretanto, os sindicatos que representam os mestres entregaram um pré-aviso de greve às horas extraordinárias a partir de dia 23, e os marinheiros também poderão avançar para a greve ao trabalho extraordinário.
A empresa admite que todas estas situações ultrapassam a sua capacidade de resposta.
Fonte - CDS/PP













