Aeroporto de Lisboa no Montijo PSD admite reapreciação da solução AlcocheteMesmo que obrigue renegociação de condições contratuais da concessão.
Rui Rio, líder do Partido Social Democrata, apresentou o Programa Eleitoral 2019, no qual uma sublinha que a tomada de decisão sobre o novo aeroporto de Lisboa, é um exemplo – “da falta de visão e de capacidade de planeamento do actual governo” que optou pela instalação de um aeroporto civil na Base aérea do Montijo, “sem se conhecer os estudos de impacto ambiental” e “abandonou-se o cenário do Campo de Tiro de Alcochete”.

Por Jornal Rostos
No Programa Eleitoral do PSD para 2019, refere-se que – “o caso do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) é paradigmático da falta de visão e de capacidade de planeamento do actual governo. O acordo celebrado entre o Governo e o concessionário garantiu o aumento da capacidade do actual Aeroporto Humberto Delgado e elegeu a Base Aérea do Montijo para a instalação de um aeroporto civil. Sem se conhecer os estudos de impacto ambiental, abandonou-se o cenário do Campo de Tiro de Alcochete, e reconheceu-se injustificadamente que a solução acordada seria suficiente para suprir as necessidades até ao fim da concessão (2062). Ao contrário do que é normal, adoptaram-se estimativas de tráfego de passageiros surpreendentemente modestas.”
Opções a fazer não dispensam um estudo aprofundado das diferentes soluções
E conclui que – “A posição do PSD relativamente a este problema é a de que é prematuro afastar cenários e de que as opções a fazer não dispensam um estudo aprofundado das diferentes soluções. É previsível que venham a ser apontados problemas ambientais à solução do Montijo e que face à possível inconclusividade do estudo se recorra à decisão política sem qualquer sustentação técnica aceitável. Neste sentido, o PSD entende que poderá ser avisado a reapreciação da solução Alcochete, mesmo que tal obrigue a uma renegociação das condições contratuais da concessão.”
Ligação nacional Sul-Norte em Alta Velocidade
Outra matéria referenciada no Programa do PSD aponta a necessidade de – “Estudar, planear e projectar uma nova ligação nacional Sul-Norte em Alta Velocidade, em bitola europeia, com as respectivas ligações à fronteira e à Europa, preparadas para tráfego de passageiros e mercadorias, , num modelo de equilíbrio territorial e financeiro, e com ligação aos principais terminais logísticos nacionais e internacionais (incluindo portos e aeroportos).”
Esta perspectiva, naturalmente, é indissociável da necessidade de equacionar o avanço da Terceira Travessia do Tejo, nem que seja apenas com a vertente ferroviária.













