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Bastidores

Bloco de Esquerda reúne com ACVG BarreiroSetúbal é o 3º distrito do país com mais violência doméstica

O Bloco de Esquerda reuniu com o movimento de cidadãos Ação Contra a Violência de Género do Barreiro (ACVG Barreiro) que foi criado após se verificar um crescente nº de casos de violência de género a cerca de 60 mulheres no concelho do Barreiro, praticados por um só homem.

2 min de leitura

Por Jornal Rostos

A ACVG Barreiro tem como objetivo a prevenção e combate a este tipo de violência, prestando apoio a estas ou quaisquer vítimas de violência de género e/ou doméstica.

A cooperação entre estes movimentos de cidadãos e a esfera política visa aprofundar o conhecimento no terreno e alcançar estratégias de combate à violência de género contra as mulheres.

Setúbal é o 3º distrito do país com mais violência doméstica, em 14 anos (2004-2018) foram assassinadas 50 mulheres no distrito de Setúbal.
Este ano já foram mortas 27 mulheres em todo o país.

Relembramos que a violência doméstica passou a ser crime público por iniciativa do Bloco de Esquerda em 2000, aumentando assim a proteção das vítimas e permitindo que qualquer pessoa possa denunciar um caso de violência doméstica de que tenha conhecimento.

O Bloco de Esquerda continua a lutar contra qualquer tipo de violência e lamenta que tenha sido rejeitada a proposta da criação do Estatuto de Vítima para Crianças testemunhas ou em ambiente de violência doméstica com os votos contra do PS, PCP e CDS e a proposta de recolha obrigatória de depoimento da vítima de violência doméstica para memória futura nas 72 horas seguintes à queixa/denúncia com os votos contra do PS, PCP e CDS.

Mais protecção das vítimas.
Mais postos de atendimento.
Afastamento do agressor da casa da vítima.
Respostas municipais de habitação para as vítimas.
Tribunais de competência mista para a violência doméstica.
Estatuto de vítimas de violência doméstica para as crianças a viver em ambientes de violência.
Clarificação do conceito de violação abrangendo uma relação sexual não consentida
Consagração da violação como crime público.

Não baixaremos os braços e continuaremos a fazer o nosso percurso rumo a uma sociedade cada vez mais justa e mais igualitária.

Fonte - BE

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