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Bastidores

Setúbal - Posição do PCP relativamente às PescasSardinha abunda na nossa costa em quantidade e qualidade

O PCP considera que a decisão tomada pelo Governo, é mais um sinal claro da atitude de submissão às imposições da União Europeia e a uma Política Comum de Pesca, contrária aos interesses nacionais.

3 min de leitura
Setúbal - Posição do PCP relativamente às Pescas Sardinha abunda na nossa costa em quantidade e qualidade

Por Jornal Rostos

A pequena Pesca Costeira continua a sobreviver, mas com grandes dificuldades.

Agravam-se os problemas existentes e surgem novos problemas, como é o caso da interdição da pesca da sardinha, desde o dia 12 de Outubro, recentemente decretada pelo Governo do PS.
O PCP repudia esta medida e reafirma que a gestão da pesca da sardinha, que tem sido imposta pelo Governo do PS, não tendo em conta a necessária sustentabilidade social e económica do sector e das comunidades piscatórias, tem sido feita com base em pressupostos errados, que terão obrigatoriamente que ser avaliados e modificados.

Nos últimos três anos, como repetidamente temos afirmado e, agora, foi confirmado pelos últimos dados disponibilizados pela comunidade científica, que apontam que a biomassa total terá passado das 180 mil toneladas em 2018 para as 223 mil toneladas em 2019, o recurso sardinha tem recuperado, em cada ano em relação ao ano anterior, tanto na biomassa total como no recrutamento de juvenis.
A realidade é que, actualmente, a sardinha abunda na nossa costa, em quantidade e qualidade, podendo afirmar-se que se poderia, já neste ano de 2019, pescar mais do que as quantidades que foram permitidas, sem se pôr em causa a sustentabilidade futura do recurso.

O PCP considera que a decisão tomada pelo Governo, é mais um sinal claro da atitude de submissão às imposições da União Europeia e a uma Política Comum de Pesca, contrária aos interesses nacionais.
Só essa atitude de subserviência explica que, desde 2015, se tenham imposto as violentas restrições à pesca que se conhecem, que se traduziram em cada vez menores possibilidades de captura e consequentemente em acrescidas dificuldades para os pescadores.

O PCP considera que a manobra utilizada pelo Governo em “aumentar” as possibilidades de pesca para 2019, em mais 1.800 toneladas do que inicialmente previsto, permitindo dessa forma a captura para Portugal de 9.000 toneladas, foi uma manobra eleitoralista de quem “tira o pão e dá umas pequenas migalhas”.
O Governo fez “ouvidos moucos” aos estudos realizados, às propostas de Associações de Pesca do Cerco e aos próprios pescadores que continuam a ver sardinha em abundância no nosso mar.

Com base nos estudos realizados seria perfeitamente sustentável uma captura de 20.000 toneladas para 2019, mas o Governo decidiu lesar durante 6 meses os armadores e pescadores da pesca do cerco, que irão ver os seus rendimentos bastante reduzidos, uma vez que outras espécies, como o carapau e a cavala, continuam com valores muito baixos, tornando desta forma a pesca do cerco insustentável.

O PCP que na anterior legislatura impôs ao Governo PS importantes avanços no sector da pesca, como foi o caso do apoio à gasolina para a pequena pesca, que passou a ser definitivo, continuará com a sua ação em defesa do Setor.
Os pescadores podem contar com o PCP para mais reivindicações serem realidade!

Através da intervenção dos deputados do PCP eleitos na Assembleia da República e no Parlamento Europeu e através de formas de luta onde os pescadores possam intervir.
Os pescadores devem juntar-se ao PCP em defesa da pequena Pesca em Portugal!

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