Deputada municipal do PAN em Setúbal, Suzel CostaAbandona comissão de acompanhamento das dragagens do Sado

Por Jornal Rostos
“Quando esta comissão foi criada, integrámo-la porque a vimos como uma oportunidade de diálogo entre os diversos intervenientes no processo, mas cedo percebemos a quase inutilidade dos nossos esforços”, afirma Suzel Costa, lamentando que a sua intervenção em sede de comissão tenha sido várias vezes silenciada quando procurava transmitir informação factual contrária ao avanço das dragagens do Sado.
Sendo de aprofundamento e não de manutenção, estas dragagens não são imprescindíveis e colocam em causa o equilíbrio de todo um ecossistema com estatuto de proteção internacional e, como afirmou recentemente Viriato Soromenho-Marques, vão “em contracorrente com aquilo que deveria ser uma política coerente e de proteção das condições biofísicas do nosso futuro”.
Além dos inúmeros argumentos de ordem ecológica que têm sido divulgados por movimentos de cidadãos como o SOS Sado, há impactos socioeconómicos nas atividades marítimo-turísticas – que ganham cada vez mais importância na nossa região – e na pesca, estando as três organizações de pescadores ouvidas pela comissão contra a deposição dos sedimentos dragados na zona da restinga.
Recorde-se que o navio-draga Breydel chegou hoje, dia 6 de dezembro, ao estuário do Sado, estando o início dos trabalhos de dragagem previstos para a próxima semana. No domingo, às 17 horas, haverá uma vigília pelo Sado no Jardim da Beira-Mar, em Setúbal.
Continua à espera de agendamento na Assembleia da República, desde 12 de novembro, a discussão do projeto de resolução do PAN que visa revogar a autorização concedida à APSS para avançar com este atentado ambiental.













