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Bastidores

Almada - Encerramento noturno da urgência obstétricadeputada da Assembleia da República Cristina Rodrigues exige esclarecimentos

Cristina Rodrigues, deputada não inscrita, reitera a sua inquietação com o Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, desta vez em relação ao possível encerramento noturno das urgências obstétricas.

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Almada - Encerramento noturno da urgência obstétrica deputada da Assembleia da República Cristina Rodrigues exige esclarecimentos

Por Jornal Rostos

De acordo com o noticiado pela Comunicação Social, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) voltou a manifestar-se preocupado com a unidade hospitalar almadense, desta vez devido à possibilidade de encerramento noturno da Urgência de Obstetrícia por falta de médicos, pedindo que sejam tomadas medidas.

“Segundo declarações do Secretário-Geral do SIM, a partir da próxima semana, se nada for feito, haverá noites onde não é possível sequer que as grávidas que se desloquem ao Hospital pelo próprio pé sejam acompanhadas durante a noite”, começa por referir a deputada. “Ora se isto suceder, é particularmente preocupante. Mais ainda se tivermos em conta que há outras maternidades na região de Lisboa e Vale do Tejo a funcionar nos seus limites!”.

A parlamentar interpelou o Ministério da Saúde de forma a esclarecer se esta situação se confirma e se continuam a verificar-se problemas no HGO ao nível dos recursos humanos, uma vez que desde o final do ano passado também o serviço de urgências pediátricas tem vindo a encerrar portas durante a noite.
“Em Fevereiro do ano passado, em audição à Ministra da Saúde e ao Presidente do Conselho de Administração do HGO foi precisamente debatida a falta de recursos humanos no hospital e ao que parece nada foi feito”, indigna-se Cristina Rodrigues.
“Estamos a falar de uma unidade hospitalar projetada para atender 150 mil habitantes e serve perto de 500 mil”, argumenta e recorda ainda “a construção constantemente adiada do Hospital do Seixal”. “Estas fragilidades são sintomas da falta de um investimento sério na saúde no nosso País”, acusa a deputada.

A importância deste serviço no HGO está também a movimentar a sociedade civil. Exemplo disso é o movimento “Mulheres pelo Hospital Garcia de Orta”, criado pela Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto, e cuja página na rede social Facebook em pouco mais de 24 horas angariou quase 800 likes.

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