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Bastidores

Na freguesia da Amora - SeixalJuventude Popular coloca outdoor às portas do Avante

José Coutinho, presidente da Distrital de Setúbal afirma que “o outdoor vem dar voz a todos os que, pelos motivos óbvios, são contra a realização da Festa do Avante!.”

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Na freguesia da Amora - Seixal Juventude Popular coloca outdoor às portas do Avante

Por Jornal Rostos

Juventude Popular coloca outdoor às portas do Avante

Em vésperas da Festa do Avante! a Juventude Popular (JP) colocou na freguesia da Amora - Seixal, um outdoor que chama a atenção para o número de profissionais que ficaram impedidos de trabalhar e para os milhões de euros que ficaram confinados no período pandémico vivido.
A JP também não esqueceu os restantes festivais de verão e festas populares que não se realizaram, ou as discotecas que estiveram de portas fechadas, no mesmo cartaz.
Segundo Francisco Mota, presidente da Juventude Popular, o outdoor serve “para lembrar uma coisa clara”, os postos de trabalho e fluxo financeiro dos trabalhadores desses setores, que ficaram condicionados e confinados, e que terão consequências.
A crítica que recai sobre a realização do Avante é apoiada pela Juventude Popular Distrital de Setúbal.
José Coutinho, presidente da Distrital de Setúbal afirma que “o outdoor vem dar voz a todos os que, pelos motivos óbvios, são contra a realização da Festa do Avante!.” Considera que esta “não é normal, quando o país se encontra a desconfinar aos poucos e com previsão de regresso ao estado de contingência” acrescentando que é uma festa “cujo número de bilhetes vendidos é desconhecido pelos próprios organizadores e que representa uma verdadeira ameaça à saúde pública.”
O presidente da Juventude Popular Distrital de Setúbal considera ainda que “agora só podemos verificar que o Partido Comunista Português e sua grupeta se considera acima de qualquer organização de saúde, mostrando que coloca o partido e os rendimentos que advém da Festa do Avante acima da saúde dos portugueses”. José Coutinho não esquece a surpresa do 1º de Maio, em que “todas as orientações por parte das autoridades de saúde aquando das manifestações” foram ignoradas pelo mesmo partido.
Atente-se que também nestes últimos dias foi entregue pelas mãos de Francisco Mota, um abaixo assinado contra a realização do evento, com cinco mil assinaturas, recolhidas em apenas 15 dias. O presidente da JP vê a edição de 2020 com “muita angústia e com muita incoerência por parte do Partido Comunista Português.” Afirma que se trata “certamente [de] um sinal contraditório que o governo está a dar neste momento para a sociedade civil, não só porque permite a uns aquilo que não permitiu a outros, e que a reboque de uma atividade política seja permitido aquilo que não foi autorizado a milhares e milhares de empresários e de artistas em Portugal”, acrescentando que “está em causa até a própria autoridade política e moral do governo”.

31 de agosto de 2020
Setúbal

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