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Bastidores

Cristina Rodrigues interpela Câmara de Setúbal sobre Praça de TourosSetúbal deixou, há já bastante tempo, de ser uma cidade onde a tauromaquia seja uma atividade regular

Cristina Rodrigues, deputada não inscrita à Assembleia da República, interpelou o Executivo sadino para esclarecer a alegada retoma da tauromaquia na Praça de Touros Carlos Relvas, em Setúbal, após as obras de remodelação do espaço. Os trabalhos deverão iniciar em 2021 com recurso a fundos europeus, segundo informação veiculada no site de uma associação tauromáquica.

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Cristina Rodrigues interpela Câmara de Setúbal sobre Praça de Touros Setúbal deixou, há já bastante tempo, de ser uma cidade onde a tauromaquia seja uma atividade regular

Por Jornal Rostos

“É curioso o sentido de oportunidade desta informação, quando estamos a viver uma época extraordinária em que há fragilidades estruturais urgentes, não esquecendo os níveis elevados de pobreza nesta zona”, afirma a parlamentar, fazendo ainda referência à “reportagem sobre a pobreza na cidade, exibida no sábado passado, no telejornal da RTP1”. Acresce que “Setúbal deixou, há já bastante tempo, de ser uma cidade onde a tauromaquia seja uma atividade regular. Há de facto vontade que a tourada retorne?”.

A ser verdadeira esta informação e pelas razões mencionadas, “parece-me demonstrar uma enorme falta de sensibilidade em relação às necessidades mais prementes dos munícipes”, argumenta. Nesse sentido, “creio ser também de extrema relevância saber para quando se prevê o início destas obras, o seu custo estimado e se o seu financiamento será totalmente coberto por fundos europeus”.

A aquisição da Praça de Touros e sua remodelação pela Câmara Municipal de Setúbal remonta a 2017, quando foi anunciada esta intenção, com o argumento de que o concelho teria necessidade de uma infraestrutura multiusos que pudesse acolher eventos diversos. “Importa não só perceber se este espaço será maioritariamente reestruturado para acolher eventos diversos ou se a tauromaquia se insere nesse leque de possibilidade, pois neste último cenário as obras de remodelação terão outra dimensão e despesas associadas”, argumenta ainda a deputada.

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