Crónica do Pato Bravo“Alianças Políticas” e “Políticas Sociais” no centro do diálogo
As conversas semanais no Pato Bravo, ali no Lavradio, são como costuma dizer-se como as cerejas. Sejam muitos, ou sejam poucos, os participantes a conversa é sempre animada e com momentos que permitem aos “escribas do reino” deambular por diferentes caminhos.
Desta vez falou-se de “políticas sociais”, de instituições de solidariedade social e suas Assembleias, de alianças e perspectivas de acção política.
Desta vez falou-se de “políticas sociais”, de instituições de solidariedade social e suas Assembleias, de alianças e perspectivas de acção política.
Por Jornal Rostos
A fechar a conversa surgiu aquilo que se pode chamar a “caixa jornalística”. O comunista presente na conversa dizia : “O PCP se for aliado ao BE é capaz de ganhar as próximas eleições autárquicas no Barreiro. O PCP está muito parado. O Bloco tem mais movimento”. Foi o burburinho.
O comunista acrescentava convicto esta hipótese de “aliança política” reforçando que – “O PCP e O BE não tem hipótese de ser poder ao nível nacional. Só podem ser poder ao nível local. Juntos têm hipóteses”.
Alguém com ironia comentou – “Sem dúvida, mesmo assim, podem conquistar algumas Juntas de Freguesia”.
Este foi, sem dúvida, o momento mais animado e vivo da conversa do último almoço no Pato Bravo Foi pena que só chegasse no fim. É um tema em aberto para a próxima semana.
Mas a conversa esteve animada, por exemplo, ficámos a saber ( ?), que já está definido que vai ser instalado um MUSEU INDUSTRIAL no Barreiro, que, eventualmente, já está negociado – dito por um socialista.
Foi lançado um apelo para que o Delegado de Saúde do Barreiro intervenha, no sentido de serem efectuadas análises ao lingueirão que centenas de pessoas, nos períodos de maré baixa, vão apanhar no Rio Tejo, frente ao Clube Naval. Pode ser uma matéria de saúde pública.
Mas, aqui, um bloquista, disse de imediato – “Esse assunto já está resolvido com a ETAR. È mais uma promessa cumprida”.
Neste corrente de ideias, naturalmente, veio à baila o 22 de Novembro. O bloquista com ironia referindo a acção e as palavras da Arquitecta que “avaliou” a beleza da obra já concluída e a promessa cumprida. O socialista sublinhando que durante décadas o 22 esteve ao abandono e, pelo menos, na actual gestão, já foram demolidas as paredes que eram um perigo para a população residente na zona – “que o diga a D. Olga Costa Mano”.
“Estéticamente já algo mudou” – dizia o socialista. “A promessa está cumprida” – dizia o bloquista.
E a conversa continuou, animada e viva. Por exemplo os confrontos políticos entre o PS e PCP, foram caracterizados com uma expressão interessante – “O PCP passa a vida a dizer ao PS: “ a minha é melhor que a tua”. E esta hem!
Houve até quem recordasse que esta conflitualidade faz lembrar a “excursão do gato preto”. Não passa do mesmo lugar. Fica-se pelo “Pateo dos Bichos”.
Um registo ainda para aquele momento da conversa que proporcionou uma abordagem de problemas que afectam o quotidiano de certas instituições de solidariedade social – a ausência de recursos de apoio aos idosos, o estado de abandono a que são votados, sem apoio de um psicólogo para os ajudar a vencer a solidão.
“Não há uma cultura, nem uma formação especifica para os trabalhadores da área social. Trabalha-se muito com respostas burocráticas, sem diferenciar o que é acção social e aquilo que é administrativo. Não há sentido de missão. O que se passa nestas casas não é um problema dos técnicos é um problema de gestão e de modelo” – comentava-se.
E, naturalmente, falou-se de Assembleias Gerais e de modelos de gestão, sem objectivos, apenas apontando a caracterização das diversas “quintas” sem qualquer relacionamento, nem cooperação entre sectores.
E, de assunto em assunto, o bloquista reagiu para acrescentar a sua critica – “As políticas de Assuntos Sociais estão fora da Agenda Política Local. Não há intervenção social”.
O socialista respondeu – “Esse é um problema de âmbito nacional. O Governo é que tem que ter políticas”.
A conversa, como sempre, foi divertida...e para a próxima semana já houve quem lançasse o repto de : “Vamos fazer uma agenda de assuntos”.
Por fim comentou-se o jornalismo “on line” afinal, um dado, curioso que, em todas as conversas, regista-se está a ter um papel importante na nossa comunidade, com muitos, mesmo muitos “ciberleitores” atentos...é o tempo da comunicação aberta.
Um almoço, afinal, pode ser partilhado e ser tema de uma crónica que outros vão comentando.
Alguém perguntava, há dias : “Quem é que vai a esse almoço no Pato Bravo?”. Vai quem quer...uns dias mais, outros dias menos. São almoços para conversar.. e basta!
O comunista acrescentava convicto esta hipótese de “aliança política” reforçando que – “O PCP e O BE não tem hipótese de ser poder ao nível nacional. Só podem ser poder ao nível local. Juntos têm hipóteses”.
Alguém com ironia comentou – “Sem dúvida, mesmo assim, podem conquistar algumas Juntas de Freguesia”.
Este foi, sem dúvida, o momento mais animado e vivo da conversa do último almoço no Pato Bravo Foi pena que só chegasse no fim. É um tema em aberto para a próxima semana.
Mas a conversa esteve animada, por exemplo, ficámos a saber ( ?), que já está definido que vai ser instalado um MUSEU INDUSTRIAL no Barreiro, que, eventualmente, já está negociado – dito por um socialista.
Foi lançado um apelo para que o Delegado de Saúde do Barreiro intervenha, no sentido de serem efectuadas análises ao lingueirão que centenas de pessoas, nos períodos de maré baixa, vão apanhar no Rio Tejo, frente ao Clube Naval. Pode ser uma matéria de saúde pública.
Mas, aqui, um bloquista, disse de imediato – “Esse assunto já está resolvido com a ETAR. È mais uma promessa cumprida”.
Neste corrente de ideias, naturalmente, veio à baila o 22 de Novembro. O bloquista com ironia referindo a acção e as palavras da Arquitecta que “avaliou” a beleza da obra já concluída e a promessa cumprida. O socialista sublinhando que durante décadas o 22 esteve ao abandono e, pelo menos, na actual gestão, já foram demolidas as paredes que eram um perigo para a população residente na zona – “que o diga a D. Olga Costa Mano”.
“Estéticamente já algo mudou” – dizia o socialista. “A promessa está cumprida” – dizia o bloquista.
E a conversa continuou, animada e viva. Por exemplo os confrontos políticos entre o PS e PCP, foram caracterizados com uma expressão interessante – “O PCP passa a vida a dizer ao PS: “ a minha é melhor que a tua”. E esta hem!
Houve até quem recordasse que esta conflitualidade faz lembrar a “excursão do gato preto”. Não passa do mesmo lugar. Fica-se pelo “Pateo dos Bichos”.
Um registo ainda para aquele momento da conversa que proporcionou uma abordagem de problemas que afectam o quotidiano de certas instituições de solidariedade social – a ausência de recursos de apoio aos idosos, o estado de abandono a que são votados, sem apoio de um psicólogo para os ajudar a vencer a solidão.
“Não há uma cultura, nem uma formação especifica para os trabalhadores da área social. Trabalha-se muito com respostas burocráticas, sem diferenciar o que é acção social e aquilo que é administrativo. Não há sentido de missão. O que se passa nestas casas não é um problema dos técnicos é um problema de gestão e de modelo” – comentava-se.
E, naturalmente, falou-se de Assembleias Gerais e de modelos de gestão, sem objectivos, apenas apontando a caracterização das diversas “quintas” sem qualquer relacionamento, nem cooperação entre sectores.
E, de assunto em assunto, o bloquista reagiu para acrescentar a sua critica – “As políticas de Assuntos Sociais estão fora da Agenda Política Local. Não há intervenção social”.
O socialista respondeu – “Esse é um problema de âmbito nacional. O Governo é que tem que ter políticas”.
A conversa, como sempre, foi divertida...e para a próxima semana já houve quem lançasse o repto de : “Vamos fazer uma agenda de assuntos”.
Por fim comentou-se o jornalismo “on line” afinal, um dado, curioso que, em todas as conversas, regista-se está a ter um papel importante na nossa comunidade, com muitos, mesmo muitos “ciberleitores” atentos...é o tempo da comunicação aberta.
Um almoço, afinal, pode ser partilhado e ser tema de uma crónica que outros vão comentando.
Alguém perguntava, há dias : “Quem é que vai a esse almoço no Pato Bravo?”. Vai quem quer...uns dias mais, outros dias menos. São almoços para conversar.. e basta!













