Moita - Comissão de Freguesia da Baixa da Banheira do PCPAs coletividades no concelho e na freguesia só puderam contar com as autarquias

Por Jornal Rostos
Situação das Coletividades
As coletividades na freguesia da Baixa da Banheira assumem um papel insubstituível, durante o fascismo funcionaram como autênticas escolas da democracia, substituindo-se ao estado. Tantas e tantas vezes como o único promotor de cultura ou desporto ou como o porto de abrigo social.
Depois do 25 de Abril tomaram nas suas mãos o desígnio democrático e constitucional de tentar garantir os direitos universais ao desporto, cultura, lazer e educação, nunca tendo sido reconhecidas pelos sucessivos Governos como instituições essenciais no funcionamento do nosso País.
Nos últimos anos a situação piorou, tendo-se agravado particularmente com a atual situação pandémica. As coletividades foram vistas e tratadas como se empresas fossem. Estas instituições de que não visam o lucro assistiram a esta desvalorização, o que em tempos de pandemia decreta em muitos casos o encerramento de atividades e funcionamento, pondo em causa o seu património histórico e associativo.
Não há uma preocupação ou um programa de apoio específico para as coletividades que se veem assim desamparadas e desvalorizadas. Não foram considerados apoios dignos desse nome para satisfação de pagamentos de despesas consideráveis de funcionamento como as rendas, luz, gás e seguros e não foram tidas em conta as especificidades das coletividades no sentido de assegurar os salários dos trabalhadores a seu cargo.
As coletividades no nosso concelho e na nossa freguesia só puderam contar com os mesmos do costume, com as autarquias geridas pela CDU que no seu programa de ação lhe reconhecem o valor e no dia a dia as tratam como parceiros, e podem e poderão sempre contar com os seus dirigentes, os seus atletas, os seus trabalhadores e a população da Baixa da Banheira.
Baixa da Banheira, 19 de Março de 2021













