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Bastidores

Bruno Vitorino, Candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal do BarreiroTerá que ser feita uma avaliação do modelo atual de gestão intermunicipal

«A lógica subjacente a uma gestão partilhada, como por exemplo nas áreas da mobilidade e transportes, não pode impedir que um concelho como o Barreiro não tenha uma estratégia própria de desenvolvimento e que fique refém do conceito “concelho dormitório”», refere Bruno Vitorino, Candidato do PSD – Partido Social Democrata à presidência da Câmara Municipal do Barreiro

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Bruno Vitorino, Candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal do Barreiro Terá que ser feita uma avaliação do modelo atual de gestão intermunicipal

Por Jornal Rostos

O jornal «Rostos» convidou um conjunto de personalidades da vida local para colocarem perguntas aos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Barreiro nas próximas eleições autárquicas, que vão realizar-se no próximo dia 26 de Setembro.

A Gestão Metropolitana e o Barreiro

A primeira pergunta, que são um conjunto de perguntas sobre a temática – Barreiro e a Área Metropolitana de Lisboa – foi colocada por Sofia Cabral, ex- vereadora da Câmara Municipal do Barreiro e ex-deputada da Assembleia da República, eleita pelo Partido Socialista.
Eis a pergunta de Sofia Cabral:
As cidades têm vindo a transformar-se, surgem novos e sérios desafios, os tempos mudam. Só não muda o modelo de gestão.
Considera que uma Gestão metropolitana compartilhada poderá ser um caminho a seguir na Área Metropolitana de Lisboa ?
É um novo desafio para a cidade do Barreiro?
Qual deverá ser o posicionamento do município sobre essa assunção de competências de gestão metropolitana ?
Que políticas públicas considera que deveriam ser de Gestão partilhada metropolitana?
Bruno Vitorino, Candidato do PSD – Partido Social Democrata à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, responde uma a uma às perguntas colocadas por Sofia Cabral.

Gestão partilhada não pode impedir que o Barreiro não tenha uma estratégia própria

Considera que uma Gestão metropolitana compartilhada poderá ser um caminho a seguir na Área Metropolitana de Lisboa?
“Existem áreas concretas em que uma gestão compartilhada faz todo o sentido. No entanto, é necessário equacionar as diferenças entre os vários concelhos da AML.
A lógica subjacente a uma gestão partilhada, como por exemplo nas áreas da mobilidade e transportes, não pode impedir que um concelho como o Barreiro não tenha uma estratégia própria de desenvolvimento e que fique refém do conceito “concelho dormitório”.
Temos também que ponderar o impacto das áreas a serem partilhadas, tendo em conta que um concelho como nosso, se quiser aceder a fundos comunitários, vai ficar sempre prejudicado por pertencer à mesma NUT que Lisboa. Isso é o que acontece atualmente. É preciso rever esta situação”, refere Bruno Vitorino, Candidato do PSD – Partido Social Democrata à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

Promover políticas de captação de investimento

É um novo desafio para a cidade do Barreiro?
“O grande desafio do Barreiro passa por ter uma estratégia clara para o seu território, promovendo políticas de captação de investimento, que permitam gerar riqueza e postos de trabalho.
O seu potencial ribeirinho e a sua proximidade à capital podem fazer a diferença. Aliado a isso, é fundamental tornar-se uma cidade segura e com regras, limpa e recuperada, para que se inverta a tendência da perda de população que tem ocorrido nas últimas décadas, permitindo fixar os nossos jovens, e conseguir atrair novas famílias para o concelho.
Obviamente que se conseguirmos ganhos de escala e de eficácia com a gestão partilhada, poderá ajudar a concretizar os nossos objetivos”, sublinha Bruno Vitorino.

Município deve estar sempre aberto a propostas que visem melhorar

Qual deverá ser o posicionamento do município sobre essa assunção de competências de gestão metropolitana?
“O município deve estar sempre aberto a propostas que visem melhorar o seu desempenho e que proporcionem a melhoria da qualidade de vida à sua população, permitindo ao mesmo tempo desenvolver o seu território”, sublinha o candidato do PSD.

Uma distribuição mais equilibrada de serviços e equipamentos metropolitanos

Que políticas públicas considera que deveriam ser de Gestão partilhada metropolitana?
“Penso que deveriam incidir sobretudo ao nível da mobilidade, dos transportes e do planeamento do território, desde que seja possível criar novas centralidades, que possibilitem uma distribuição mais equilibrada de serviços e equipamentos metropolitanos.
Áreas como a gestão de resíduos, de águas e de saneamento, onde terá que ser feita uma avaliação do modelo atual de gestão intermunicipal.”, salienta Bruno Vitorino, Candidato do PSD – Partido Social Democrata.

António Sousa Pereira

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