Carlos Humberto, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do BarreiroRelativamente ao património é indispensável cooperar com as entidades detentoras destes ativos

Por Jornal Rostos
Armando Seixas Ferreira, Jornalista da RTP, é o convidado do jornal «Rostos» que coloca a segunda pergunta aos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.
Armando Seixas Ferreira coloca como tema de reflexão as zonas históricas, o património e a estação dos barcos.
São três questões distintas
Olhamos para o Seixal, olhamos para Sesimbra, olhamos para a Moita e vemos as zonas históricas bem preservadas. Quantos anos vamos ter que esperar para ver a recuperação do Barreiro Velho. A antiga estação dos barcos, e o casario do Barreiro Velho estão ao abandono. Qual a política dos candidatos em relação à preservação do património histórico? – pergunta Armando Seixas Ferreira.
Carlos Humberto, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, considera que as perguntas de Armando Seixas Ferreira “são três questões distintas”.
Intervenção do Município deve ser regular a tendência especulativa
“Sobre o Barreiro Velho tem de se criar condições com os proprietários, para o financiamento da recuperação do edificado e do espaço público (e.g. cooperativa de reabilitação urbana entre a CMB e proprietários). A intervenção do Município deve ser, na medida do possível, regular a tendência especulativa crescente que se tem verificado nos últimos anos no Barreiro Velho, a Câmara deve ter uma maior proatividade em relação aos imóveis devolutos e/ou em ruínas / ocupações ilegais, e conferir melhores condições de conforto e segurança do espaço publico, pelo que se torna urgente terminar as obras da esquadra da PSP iniciadas em 2017. Esta será uma forma de aumentar o sentimento de segurança.”, refere Carlos Humberto.
Criação do polo do museu nacional ferroviário do Barreiro
“Relativamente ao património histórico, é indispensável cooperar e trabalhar com as entidades detentoras destes ativos patrimoniais (Comboios de Portugal, Infraestruturas de Portugal, Administração do Porto de Lisboa e Baia do Tejo) no sentido de recuperar o edificado e conferir-lhes conteúdos visitáveis para dar a conhecer a história da nossa terra, aos de cá, às nossas crianças e a quem nos visita (e.g. criação do polo do museu nacional ferroviário do Barreiro).”, sublinha o candidato da CDU.
Não devemos desligar Estação Sul e Sueste da requalificação da frente ribeirinha
“A antiga Estação Sul e Sueste, é um ativo da propriedade da IP. Não devemos desligar este equipamento da requalificação da frente ribeirinha - da aquisição dos moinhos e respetivas caldeiras, dos passadiços em Alburrica, do alargamento do Passeio Augusto Cabrita, da aquisição da Quinta do Braamcamp, que se mantém na esfera pública para que as opções possam a todos servir, do acordo com a CP para a reabilitação e utilização da “Doca Seca” enquanto equipamento para a náutica de recreio e para a pesca artesanal, da intervenção do polis, e do projeto de construção da ponte pedonal Barreiro Seixal, que conferiria ao “Equipamento Estação” uma escala supralocal.”, afirma Carlos Humberto, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.,
Eventual relocalização do atual terminal rodo-ferro-fluvial
“Não se pode ainda desligar o “Equipamento Estação” do património ferroviário, (que não é municipal) e da necessidade da sua reabilitação urgente, assim como, de lhe conferir novos usos e funções de escala municipal e supramunicipal (e.g. centro de exposições, local para eventos, restauração, hotelaria, entre outros). Teremos que ter também em conta que o seu potencial ficará mais beneficiado de uma eventual relocalização do atual estacionamento das embarcações que fazem o trajeto Barreiro-Lisboa-Barreiro para outro local (eventual relocalização do atual terminal rodo-ferro-fluvial)”, afirma Carlos Humberto.
António Sousa Pereira













