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Bastidores

Marta Trindade candidata do Chega à Presidência da Câmara Municipal do BarreiroDefendemos a criação de uma zona franca puramente tecnológica

“Equacionamos criar uma Miniagência de Investimento, não nos moldes da AICEP Global que desde que a geringonça tomou de arromba Portugal pouco faz ou tem feito, mas que integre personalidades ligadas ao empreendedorismo (com networking), que num projecto concertado tentem procurar investimento nacional e estrangeiro para o Barreiro”,afirma Marta Trindade, candidata do Partido Chega, à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

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Marta Trindade candidata do Chega à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro Defendemos a criação de uma zona franca puramente tecnológica

Por Jornal Rostos

Jorge Cardoso, Advogado, Encenador, fundador do Arte Viva Companhia de Teatro do Barreiro, é o nosso quarto convidado, neste desafio de, no âmbito das eleições autárquicas, serem abordados temas de interesse para a vida local e futuro do concelho do Barreiro.
" Qual a sua estratégia para promover o desenvolvimento económico do concelho e atrair investimento para o mesmo? “, é a pergunta de Jorge Cardoso.

Barreiro continua numa estagnação, empobrecimento

Marta Trindade, candidata do Partido Chega, à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro, refere - “O Barreiro tem um património sociocultural em grande parte ligado à indústria (CUF), e graças a esse património industrial, a ferrovia. Foi este património que nos colocou no mapa e elevou a cidade a essa condição, levando ao seu desenvolvimento e fixação de população. Tudo isso iniciou a sua decadência em 1974, não com a liberdade, mas com as nacionalizações motivadas pela ideologia de esquerda com o alto patrocínio do de PCP e PS, que como resultado teve a bancarrota e intervenção estrangeira em 1977.
Passados quase 50 anos de democracia, o Barreiro continua numa estagnação, empobrecimento, envelhecimento populacional e do património, fruto de uma ideologia tacanha que vive dos coitadinhos e da pobreza para sobreviver, e que juntamente com uma falta de estratégia de progresso e de desenvolvimento, passou ao lado dos fundos estruturais da UE, não soube atrair investimento e tem visto os seus melhores fixar-se no estrangeiro ou noutros concelhos.”

Rodas gigantes, demagogia e mais demagogia

“Em 2017 tivemos uma mudança de paradigma, à boa maneira Socialista seria tudo em grande: Investimento aos milhões, rodas gigantes, demagogia e mais demagogia. É um facto que apareceram alguns investimentos que fazem umas rotundas e uns canteiros que nos custam milhares a manter, criam meia dúzia de empregos mas destroem mais.
Foi criada a Start Up Barreiro, mais uma cópia de uma ideia dada por um empresário local que em 2016 tentou colocar a sua terra no mapa e fundou a IMB Makers, a primeira incubadora de Makers do país. Projecto que graças a esse empresário local que financiou a fundação do mesmo, teve o apoio institucional da CMB, graças a uma incansável Márcia Calafate e a um aberto Presidente Carlos Humberto. O projecto acabou por fracassar porque à cabeça desse projecto ficou um militante do PSD (na altura), hoje cabeça de lista da CDU a uma junta de freguesia no Barreiro, e como é óbvio, este projecto que podia colocar o Barreiro no centro da inovação, morreu como morrem outros tantos, devido à vaidade e invasão política para proveito pessoal e partidário.”, sublinha Marta Trindade

Barreiro é como um diamante puro por delapidar

“Em Portugal, temos este estigma de afastar os melhores e de puxarmos os camaradas de partido, levando a que o país esteja no estado em que está, governado por gente carreirista da política e não gente com provas dadas na sociedade civil e empresarial. O CHEGA combate precisamente esta incompetência carreirista que tem afastado os melhores e apenas atrai gente dos partidos do sistema.
O Barreiro é como um diamante puro por delapidar, infelizmente hoje não temos um visionário Alfredo da Silva (que a esquerda não repudia mais porque não pode), mas temos a capacidade de reverter a situação de falta de investimento.
O Chega Barreiro defende que em Portugal continental poderiam ser integradas duas a três zonas francas (tipo o estado de Delaware), que tivessem condições naturais para a implantação de “clusters” que pudessem à custa de incentivos fiscais atrair bom investimento. Este processo teve imenso sucesso na Polónia que hoje tem um forte “cluster” tecnológico em Cracóvia, e um forte “cluster” auto na Baixa Silésia e Poznam.”, salienta a candidata do Partido Chega.

Promover uma PPP englobando investimento público e privado

“Defendemos a criação de uma zona franca puramente tecnológica no concelho do Barreiro, nomeadamente ligada à Indústria 4.0, atraindo assim empresas nacionais e internacionais, gerando um fluxo de mão de obra especializada muito grande. Temos as condições naturais todas, espaço, proximidade à capital, boas vias de comunicação, escolas e sobretudo talento e gente capaz.
Um outro projecto ligado à tecnologia que o Barreiro pode liderar com a ajuda de todos sem demagogias partidárias, tendo uma figura como o Presidente Carlos Humberto que com talento político e conciliador, tem liderado a AML será promover uma PPP englobando investimento público e privado para a formação do que existe na região centro, e que hoje é sem darem por ela, uma das maiores tecnológicas portuguesas, a AIRC (líder em soluções para a Administração Pública). Não existe uma autarquia em Portugal que não tenha uma solução deles. Porque não fazer semelhante para a AML e fundarmos uma AIRC no Barreiro? Capaz de agregar o capital humano da nossa terra, assim como dos concelhos vizinhos, gerando riqueza e emprego de qualidade. Um modelo de PPP não à boa maneira portuguesa, mas que invista no negócio, nos meios e nas pessoas. As autarquias da área metropolitana de Lisboa gastam milhões de euros em soluções tecnológicas e software anualmente. Podemos igualmente investir nas chamadas soluções de IoT (internet of things), no conceito das “Smart Cities”. Esta PPP poderá produzir soluções à medida das autarquias da AML, que a médio prazo poderá inclusive expandir o seu raio de acção ao outro mercado autárquico, com boas soluções tanto de software como de hardware, levando a uma poupança de custos e introdução de soluções modulares verdadeiramente adaptadas às necessidades locais.”, refere a candidata do Partido Chega, à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

Dar preferência à contratação das empresas locais por parte da CMB

“Defendemos igualmente que seja feito um levantamento exaustivo (não apenas quem patrocina campanhas ou é amigo), do tecido empresarial existente, e dar preferência à contratação das empresas locais por parte da CMB nos serviços e compras executadas, promovendo a economia circular.
Equacionamos criar uma Miniagência de Investimento, não nos moldes da AICEP Global que desde que a geringonça tomou de arromba Portugal pouco faz ou tem feito, mas que integre personalidades ligadas ao empreendedorismo (com networking), que num projecto concertado tentem procurar investimento nacional e estrangeiro para o Barreiro. Fazendo um trabalho de tentativa de angariação de negócio para o Barreiro, mas que não seja mais do mesmo, que tenham um título apenas para gastar dinheiro público em festas de empresários e feiras internacionais.
O “mindset” tem de ser mudado, e não será através dos partidos do sistema que isso será feito, pois a CDU governa desde 1974, com as excepções de 2001 e 2017. O PS desgovernou em 2001 e à boa maneira socialista a receita foi endividar, endividar e endividar, receita igualmente seguida pelo actual executivo. O PSD tem sido a charneira que ora pisca o olho à CDU, ora pisca o olho ao PS, em troca de lugares e de projectos de interesse dos próprios. Por tudo isto o CHEGA apresenta-se como a alternativa viável para a nossa cidade, pois o Barreiro tem talento, tem escola, tem território, só lhe faltam políticos com a visão certa.”, afirma Marta Trindade, candidata do Partido Chega, à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

António Sousa Pereira

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