Carlos Humberto, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do BarreiroDar voz ao Barreiro é o meu, o nosso compromisso

Por Jornal Rostos
Num momento em que somos confrontados com a possibilidade de fenómenos extremos imprevisíveis, como pandemias, crises financeiras ou impacto das alterações climáticas, quais devem ser as prioridades de desenvolvimento estratégico do Barreiro? E qual o papel real, não simbólico, das pessoas e comunidades na tomada de decisão, nesse desenvolvimento? – a quinta pergunta dirigida aos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, esta é colocada por Augusto Sousa, Psicólogo, Cidadão «Barreiro Reconhecido» na área da Solidariedade Social.
Escala municipal não pode nem deve ser descartada
Carlos Humberto, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, responde – “Os diferentes tipos de fenómenos identificados exigem respostas distintas, sendo o papel das autarquias locais fundamental. Importa, contudo, compreender que a sua magnitude requer respostas integradas que, inevitavelmente, têm de operar a várias escalas (do local ao global). Seria profundamente irrealista considerar que é à escala municipal que eles se podem resolver. Mas a escala municipal não pode nem deve ser descartada e, pela proximidade às populações e comunidades, pela existência de inúmeros instrumentos de gestão do território de âmbito municipal.”
Venda da Quinta do Braamcamp é um erro lamentável
“O Barreiro, sabemo-lo bem, enfrentará num futuro não muito longínquo, desafios relacionados com a subida do nível médio das águas do mar, com o aumento da frequência de fenómenos extremos como as cheias rápidas, para além de estar situado numa localização geográfica particularmente suscetível a fenómenos de natureza sísmica. As zonas ribeirinhas serão particularmente afetadas e, por isso, o seu futuro a médio/longo prazo tem de ser repensado. As importantes funções que desempenham, ao nível da qualidade de vida e do bem-estar, da reconciliação da vida urbana com a natureza, da fruição e do lazer, dos tempos livres e do descanso deverão ser valorizadas e acarinhadas por todos. Cada vez mais pessoas dão valor às questões ambientais e sabem que as futuras gerações esperam dos seus representantes eleitos um comportamento ambientalmente responsável. A este respeito, a tentativa de venda da Quinta do Braamcamp para construção de habitação de luxo é um erro lamentável.”, salienta Carlos Humberto.
Construção de mais zonas arborizadas
“Defendemos a construção de mais zonas arborizadas, de mais sombras que atenuem as consequências dos calores intensos e ampliem as zonas verdes, que ajudem a criar melhor qualidade do ar, que compatibilizem a naturalização dos territórios com a mobilidade regional e ciclável, com o lazer, com a atividade física e cultural.
A Quinta do Braamcamp, as frentes de rio, os espaços envolventes ao IC 21, alguns dos atuais territórios ferroviários e da Baia do Tejo, entre outros, devem ser utilizados para estas funções.”, afirma o candidato da CDU.
Reivindicar mais meios para que os serviços públicos
“No que toca aos outros fenómenos extremos elencados - pandemias e crises financeiras - os impactos sentidos ao nível municipal são também muito significativos e é importante, tendo em conta as competências específicas do poder local, adotar uma atitude preventiva e cautelosa. Por exemplo, é preciso reivindicar mais meios para que os serviços públicos de proteção civil, segurança e saúde (nomeadamente o CHBM) tenham maior capacidade de resposta para fazer face aos múltiplos riscos que enfrentam. No Barreiro, a autarquia tem de se constituir enquanto ator-chave da resposta, construindo pontes para o diálogo entre todos os atores e promovendo respostas integradas, atempadas e eficientes.”, o candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.
São precisas mais e melhores políticas públicas de habitação
“Uma das áreas onde a crise financeira mais se faz sentir - a habitação - tem sido o parente pobre das políticas públicas em Portugal. Tem-se assistido a uma irracional escalada dos preços, de base especulativa, que impede os mais jovens de saírem de casa dos pais. A habitação é um direito humano fundamental plasmado na CRP (art.º65), que tem empurrado as pessoas para localizações cada vez mais periféricas e obriga a grandes deslocações casa-trabalho, que, ocorrendo essencialmente em transporte individual, têm as consequências ambientais que todos conhecemos. São precisas mais e melhores políticas públicas de habitação se queremos que Portugal inverta a trajetória de declínio demográfico que tem experienciado e as autarquias constituem atores fundamentais para a identificação das necessidades e para a implementação, no terreno, das soluções encontradas.”, refere Carlos Humberto.
Promover e valorizar a participação de todos os cidadãos
“Em todos estes aspetos, as pessoas desempenham um papel central. Não pode ser de outra forma. As autarquias têm a responsabilidade de incentivar, promover e valorizar a participação de todos os cidadãos - a título individual ou coletivamente organizados -, criando mecanismos adequados para o efeito. A construção de políticas públicas de base local exige um envolvimento maior das comunidades, beneficiando do conhecimento profundo que têm dos territórios em que habitam, de dinâmicas específicas da vontade que têm de participar ativamente na construção das suas comunidades. São essas as palavras que precisamos de ouvir para qualificar as várias áreas em que intervimos, da saúde ao desporto, do ambiente à mobilidade, passando pela cultura, pela educação e pelos direitos sociais, sem esquecer o trabalho e o investimento na economia local. É isso que desejamos fazer. É isso que vamos fazer. Enquanto Presidente da Câmara do Barreiro foi isso que fiz, essa foi a nossa opção. É esse o compromisso que quantitativamente assumiremos, mais do que ser a voz do Presidente da Câmara, serei a voz do Concelho e dos seus habitantes. Dar voz ao Barreiro é o meu, o nosso compromisso.”, sublinha Carlos Humberto, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.
António Sousa Pereira













