Marta Trindade candidata do Chega à Presidência da Câmara Municipal do BarreiroEstímulo à participação no processo de gestão da cidade é fundamental

Por Jornal Rostos
Num momento em que somos confrontados com a possibilidade de fenómenos extremos imprevisíveis, como pandemias, crises financeiras ou impacto das alterações climáticas, quais devem ser as prioridades de desenvolvimento estratégico do Barreiro? E qual o papel real, não simbólico, das pessoas e comunidades na tomada de decisão, nesse desenvolvimento? – a quinta pergunta dirigida aos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, esta é colocada por Augusto Sousa, Psicólogo, Cidadão «Barreiro Reconhecido» na área da Solidariedade Social.
As famílias e a comunidade que formam a nossa cidade têm de participar activamente
Marta Trindade, candidata do Partido Chega, à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro, responde – “A prioridade de qualquer cidade devem ser as pessoas. A nossa visão de Direita parte da premissa que existe desde a nossa fundação como Nação, a defesa da tradição judaico-cristã baseada na Família.
Tudo parte da Família para a Comunidade, e o que é uma cidade? Um aglomerado de famílias que formam uma comunidade, em ruas, bairros ou zonas. É o desagregar da Família nuclear que as agendas da extrema-esquerda vão impondo em Portugal, sobretudo nestes tempos de geringonça, que o CHEGA combate. Dito isto, é óbvio que as famílias e a comunidade que formam a nossa cidade, têm de participar activamente no processo de desenvolvimento da mesma. Participar de forma equitativa independentemente da cor partidária, raça ou credo.
A medida do sucesso de desenvolvimento tem sido continuadamente referenciada ao crescimento conseguido, mas para resolvermos os problemas da sustentabilidade, uma palavra já gasta, é precisamente de uma ideologia de vida simples, que necessitamos.”
Orçamentos participativos tornam a democracia participativa mais eficaz
“Um exemplo importante deste tipo de participação política são os chamados orçamentos participativos, mas que devem ser divulgados de forma eficaz pela comunidade, e não apenas nos núcleos que o Partido A ou B dominam. Estes orçamentos participativos das freguesias à câmara, tornam a democracia participativa mais eficaz, e hoje, através de mecanismos electrónicos são facilmente implementados.
Desta forma os executivos têm a visão macro, no entanto em situações que envolvam a sustentabilidade ou o desenvolvimento estratégico da cidade, os cidadãos devem ter uma última palavra a dar.
As escolhas políticas devem estar assentes na manutenção dos recursos imprescindíveis à vida como a qualidade do ar e a qualidade da água, ao invés de assentarem num instinto desenfreado por crescimento contínuo. A palavra é equilíbrio. Como tal, torna-se necessário repensar o papel da autarquia como interveniente ativo na reabilitação ou revitalização da cidade, tornando-a mais inteligente e autosuficiente.”, sublinha Marta Trindade.
Compete à autarquia promover e estimular a participação mais efetiva
“Entendemos que o estímulo à participação pública no processo de gestão da cidade é fundamental para a credibilização e para o desenvolvimento de políticas entendíveis e úteis para os cidadãos. É impreterível que os responsáveis públicos mostrem abertura às ideias que provêm da sociedade e que resultem em actos concretos de governação.
Na última década, informalmente, disseminaram-se práticas de comunicação e participação cívica através das redes sociais, mas na verdade o cidadão é dominado por um sentimento redutor de que um “like” ou um comentário preenche os seus deveres de cidadania.
Por mais participativos que sejam esses cidadãos “virtuais”, compete à autarquia promover e estimular a participação mais efetiva nos processos de decisão, com disponibilidade humana e resultados reais.
As cidades são espaços de desafios e oportunidades, nem sempre as escolhas são fáceis, e veja-se por exemplo o caso concreto da Quinta do Braamcamp e a forma como foi conduzido o processo de reabilitação de um território tão identitário do Barreiro, onde a participação cívica de um grupo de cidadãos foi totalmente desprezada pelo executivo.”, refere candidata do Partido Chega.
Quinta Braamcamp - contrário à sua venda para construção
“A Quinta Braamcamp representa uma parcela da história do Barreiro, sítio de interesse municipal, ambientalmente sensível, que merece uma ampla reflexão de todos enquadrada numa estratégia que integre a sua conservação e desenvolvimento com um ordenamento do território consciente, que salvaguarde os interesses do município, os desafios ambientais e a vontade dos seus munícipes.
A constituição de um espaço natural, valorizado, de uso exclusivo público, seria o ideal, contrário à sua venda para construção, disso não temos dúvidas. Mas também não temos dúvidas, que sem mobilizarmos recursos e investimentos financeiros privados, não se alcançará o crucial objectivo de um projecto colectivo, consensual e que revitalize em definitivo, e de forma sustentada uma área de enorme interesse.
Assim, defendemos que deverá ser ponderada, a possibilidade de um sistema misto assente numa parceria entre investidores privados e o Município, redesenhada a estratégia, salvaguardando o património paisagístico, histórico, natural e ambiental, e que incorpore também uma dimensão cultural museológica dedicada à história da cidade, e aos ecossistemas de água doce, em equilíbrio com a sustentabilidade financeira do projecto quer na sua fase de implementação quer na manutenção e conservação dos espaços no futuro. Tudo isto numa estreita participação cívica com os Barreirenses.
O Barreiro como cidade ribeirinha sofrerá certamente com a prevista subida das águas, construir em zonas como estas acarretam receita imediata, mas problemas graves no futuro. Planear estas situações futuras é para nós CHEGA uma prioridade, pois a defesa do meio ambiente não é uma cátedra da esquerda.”, afirma Marta Trindade, candidata do Partido Chega, à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro.
António Sousa Pereira













