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Bastidores

Lurdes Santos, candidata do PAN à presidência da Câmara Municipal do BarreiroProteção das populações um dos atributos fulcrais da gestão de uma edilidade

“A crise financeira global de finais da primeira década deste século e a pandemia Covid-19 mostram de forma devastadora que os países e a sociedade, como um todo, não estão preparados para enfrentar crises globais.”, afirma Lurdes Santos, candidata do Partido Pessoas-Animais- Natureza à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

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Lurdes Santos, candidata do PAN à presidência da Câmara Municipal do Barreiro Proteção das populações um dos atributos fulcrais da gestão de uma edilidade

Por Jornal Rostos

Num momento em que somos confrontados com a possibilidade de fenómenos extremos imprevisíveis, como pandemias, crises financeiras ou impacto das alterações climáticas, quais devem ser as prioridades de desenvolvimento estratégico do Barreiro? E qual o papel real, não simbólico, das pessoas e comunidades na tomada de decisão, nesse desenvolvimento? – a quinta pergunta dirigida aos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, esta é colocada por Augusto Sousa, Psicólogo, Cidadão «Barreiro Reconhecido» na área da Solidariedade Social.

Decisões individuais devem ser apoiadas e potenciadas pelo município

«Esta pergunta tem uma contradição em si mesma, pois face ao comportamento da sociedade humana, nem as pandemias, nem as crises financeiras, nem as alterações climáticas, são fenómenos imprevisíveis.
Assim a nossa 1ª prioridade é o combate às alterações climáticas, 2ª prioridade é o combate às alterações climáticas e a 3ª prioridade é o combate às alterações climáticas.
A cultura local para o combate às alterações climáticas é a chave - porque se os impactos são transversais a todas as áreas, também nas soluções teremos de compreender essa ligação do individual e coletivo, do local para o global. As decisões individuais devem ser apoiadas e potenciadas pelo município, como líder para uma sensibilidade de ação: porque muitas vezes ouvimos (eu ouço...) que "eu até posso fazer a minha parte, mas se as leis são o que são, se o exemplo não vem de cima..."» refere Lurdes Santos, candidata do Partido Pessoas-Animais- Natureza à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

Desenvolvimento de uma cultura local de combate às alterações climáticas

“No município (o exemplo que vem de cima, mais perto de nós) possa motivar nas mudanças que se querem urgentes. Porque já não é "imprevisível", já não é para mais tarde e para os outros resolverem. É agora!
Desenvolvimento de uma cultura local de combate às alterações climáticas - abordagem transversal aos vários pelouros será a forma de sensibilizar e agir local/global
Criar o “Compromisso Municipal para a Descarbonização" e nele incluir a Expansão do Metro Sul do Tejo para o território do concelho do Barreiro Reforçar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que deve incluir e a proteção e bem estar animal”, sublinha
Lurdes Santos.
Todos produzem “desordem” nos diversos sistemas afetados.

“Pandemias e crises ambientais, climáticas e financeiras têm em comum serem resultados de estilos de vida e de comportamentos individuais, de empresas e de decisões políticas a nível de governos e/ou entidades reguladoras. Todos produzem “desordem” nos diversos sistemas afetados.
Na sensibilidade do sistema terrestre (incluindo efeitos sobre humanos, animais e ecossistemas) e no sistema bancário e financeiro, sendo que as pandemias possuem a particularidade de produzirem efeitos transversais a todos eles. Não é de ignorar que a Organização Mundial de Saúde considera a crise climática como o maior desafio que a Humanidade enfrenta em termos de saúde no século XXI. Têm, no entanto, algo em comum a nível de efeitos colaterais: todos concorrem para a emergência de convulsões sociais de diversa magnitude. Efeitos colaterais que se propagam como ondas sísmicas ao longo do tecido social, seja nos impactos diretos produzidos pelos eventos extremos (incêndios florestais, inundações, subida do nível médio do mar), para os quais devem ser delineadas políticas públicas por forma a reduzir, mitigar e traçar estratégias de adaptação ao nível concelhio, entendendo-se o individuo como o átomo, a freguesia como a molécula e a autarquia como a célula do sistema, seja nos efeitos de feedback de ciclo mais longo em resultado da inércia dos sistemas – o desfasamento temporal.”, salienta a candidata do Partido Pessoas-Animais- Natureza.

Crises são global e economicamente devastadoras

“A crise financeira global de finais da primeira década deste século e a pandemia Covid-19 mostram de forma devastadora que os países e a sociedade, como um todo, não estão preparados para enfrentar crises globais. A nível de saúde pública nem mesmo as lições retiradas de anteriores surtos (MERS, SARS, Ebola, Zika) foram suficientes para fazer alterar o comportamento social (padrões de consumo errados que contribuem para a delapidação de recursos naturais – o capital natural que todos os anos se esgota mais cedo, no que se convencionou chamar de Dia da Sobrecarga da Terra – e a continuação de subvenções estatais à indústria de energia de base fóssil são exemplos. Estas crises são global e economicamente devastadoras e ambas produzem impactos desproporcionados sobre os mais pobres e vulneráveis aprofundando desigualdades que já existiam.”, refere Lurdes Santos do PAN.

Fundamental fazer aumentar a resiliência aos efeitos nocivos das pandemias

“A nível autárquico, e à medida que a proteção das populações deve ser um dos atributos fulcrais da gestão de uma edilidade (a par da proteção animal e ambiental em conformidade com os princípios fundacionais do PAN), é fundamental fazer aumentar a resiliência aos efeitos nocivos das pandemias assim como aos efeitos de longo prazo das alterações climáticas e ambientais (e.g., poluição atmosférica, terrestre e dos oceanos), mas também criando condições para o desenvolvimento sustentável, aqui entendido como social e ambientalmente responsável. Tal propósito deve ser fundado em ações efetivas para criar comunidades mais eficientes no consumo dos recursos, menos carbonizadas, menos nocivas para o ambiente, socialmente orientadas e mais inclusivas, levando em conta as seguintes metas/desafios: a) A renovação do mercado de trabalho: Competências para um futuro verde; b) A renovação da governação e das estruturas participativas: Transições democráticas para todos; c) O risco de exclusão urbana: tornar as cidades acessíveis para todos. “ afirma Lurdes Santos, candidata do Partido Pessoas-Animais- Natureza à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

António Sousa Pereira

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