Bruno Vitorino, candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal do BarreiroPassagem desnivelada condicionalismo para estruturação do núcleo urbano do Barreiro

Por Jornal Rostos
Augusto Coelho, Membro do Rotary Clube do Barreiro, é o nosso convidado que formulou as seguintes perguntas aos candidatos:
O Túnel da Passagem desnivelada, existente na Rua Miguel Bombarda, embora tenha sido uma boa opção à altura, passados estes anos todos, com menor tráfego ferroviário, corta a ligação entre o Alto Seixalinho e Centro do Barreiro.
O comércio e a habitação na zona envolvente está destruído, e, o próprio túnel tornou-se propício a ações de vandalismo, que soluções têm para inverter a circulação no túnel, por exemplo, o comboio passar por baixo e os carros por cima ao nível térreo, desta forma alargando o centro do Barreiro?
Como avalia a importância da construção da ponte pedonal para o Seixal, visando dar escala intermunicipal à rede de ciclovias do concelho e aproximar os dois concelhos?
A Quinta Braamcamp e o futuro daquele espaço não devia ser amplamente discutido com a população e a decisão ser consensual entre a população e os partidos?”
A maior barreira arquitetónica para a expansão do centro do Barreiro
“O túnel da passagem desnivelada existente na Rua Miguel Bombarda foi, à época (início dos anos 80), uma das grandes reivindicações da população e veio resolver os constrangimentos que a passagem de nível do Barreiro-A ocasionava. Frequentemente as filas que se formavam para cruzar a passagem de nível, chegavam ao local que hoje é a Santa Casa da Misericórdia do Barreiro e com tudo o que isso implicava para a mobilidade dos cidadãos.
Pese embora tenha efetivamente resolvido os constrangimentos que se propunha, a existência da passagem desnivelada na Rua Miguel Bombarda, veio evidenciar outros problemas que o tempo teve ocasião de expor e que os sucessivos executivos camarários não resolveram. Segurança, impacto no comércio, abandono da zona, deterioração do edificado, etc. etc.
Numa lógica de transformação da cidade, devemos projetar a solução para a passagem desnivelada no quadro da abordarem a um dos maiores condicionalismos que temos para a estruturação do núcleo urbano do Barreiro: A linha férrea e os confinantes terrenos da CP, que se estendem desde a estação ferroviária do Lavradio, até ao Terminal Rodo-Ferro-Fluvial do Barreiro-Mar.
Esta é a maior barreira arquitetónica para a expansão do centro do Barreiro e que nos impossibilita de dar unidade ao nosso núcleo urbano. Não podemos ignorar a questão e fazer de conta que este problema não existe. O problema existe (!) e não é do interesse do Município que assim permaneça. Além do mais, não é conhecido que a CP tenha planos sólidos para ocupação ativa da infraestrutura ferroviária que tem no Barreiro, por isso, antes mais cedo que mais tarde, temos de dar passos sérios para o resolver este sério constrangimento.
Pode até ser que a solução passe por deslocalizar o terminal Rodo-Ferro-Fluvial para os terrenos da Baía do Tejo. Pode até ser que a solução seja outra. Por onde não pode passar é por manter neste marasmo e abandono tão importante território do nosso espaço urbano.
Temos de ter esta ambição! E será neste contexto que desaparecerá a passagem desnivelada da Rua Miguel Bombarda. Ter um plano B será necessário, se e quando, o objetivo principal se revelar de impossível concretização num horizonte temporal razoável.”, sublinha Bruno Vitorino.
Dimensionada para vir a suportar a expansão do Metro Sul do Tejo
“Desde que, no final dos anos 60, um navio que saía da Siderurgia Nacional, colidiu e derrubou, pela segunda vez, a “Ponte dos Ingleses”, o Barreiro perdeu a ligação direta ao Seixal. Recordamos que a ligação através desta ponte, era ferroviária.
À pergunta “faz sentido desenvolver uma ponte sobre o rio Coina para ligar o Barreiro ao Seixal?” a nossa resposta é inequivocamente SIM!
À pergunta, “antes de tudo, devemos priorizar a construção de uma ponte pedonal e ciclável”? Num contexto de recursos escassos, a nossa resposta é: a ponte Barreiro-Seixal é uma obra que deve acomodar progressivamente as necessidades de mobilidade da população da região, com prioridade para o transporte rodoviário, que acomode a possibilidade da travessia pedonal e preveja uma via ciclável. A estrutura que vier a ser construída deverá ser dimensionada para vir a suportar a expansão do Metro Sul do Tejo, para os concelhos do Barreiro e Moita.
O PSD sempre defendeu que este é um investimento muito importante para a ligação entre os concelhos da península de Setúbal, para o desenvolvimento social e empresarial da região, para aumentar a vida própria dos concelhos que serve e diminuir a sua dependência face a Lisboa.
Falamos numa ponte que aliás já imensas vezes foi prometida pelo Primeiro-Ministro António Costa, nomeadamente quando em junho de 2017, no Barreiro, anunciou que a construção da ponte rodoviária Barreiro Seixal-Barreiro iria ser aprovada em Conselho de Ministros em julho desse ano. Mais uma promessa não cumprida. Nada a que não estejamos habituados, num Barreiro politicamente submisso, resignado e pouco reivindicativo.
Embora reconheçamos que uma travessia pedonal e ciclável poderia ser um importante contributo para a mobilidade ligeira e para “dar escala intermunicipal à rede de ciclovias do concelho”, saliente-se que o PSD, no programa com que se apresenta às eleições autárquicas, propõe a expansão da rede, pela construção de uma ciclovia na Estrada Nacional 10-3, no troço que liga o Barreiro, a Coina. Assinale-se que este troço é bastante utilizado pelos ciclistas que se dirigem à Serra da Arrábida e a construção de uma faixa ciclável não só aumenta a segurança neste trajeto, como também reduz o embaraço no trânsito, provocado pela presença dos ciclistas nesta estrada.”, refere o candidato do Partido Social Democrata.
Não se pode reduzir um projeto desta importância a um vende ou não vende
A requalificação desta zona tem que ser parte integrante de uma visão estratégica de recuperação da zona ribeirinha do Barreiro.
O PSD fez questão de apresentar publicamente a sua posição sobre esta matéria, numa iniciativa para a qual convidou a população a estar presente e a pronunciar-se sobre a mesma.
É um erro pensar numa intervenção para a Braamcamp, sem ter uma visão estratégica global, ou seja, como esta área poderá potenciar e ajudar a desenvolver toda uma zona que começa na estação antiga dos barcos e que se prolonga pela rua Miguel Pais, Alburrica, Mexilhoeiro e Barreiro Velho.
Dentro desta estratégia, devem ser encontrados projetos âncora que permitam potenciar toda esta zona, para além das fronteiras do Barreiro, criando um pólo turístico que permita atrair visitantes de outros concelhos e turistas.
O valor natural existente nesta zona, como as praias, as caldeiras, o estuário do Tejo e a vista para Lisboa, é que é o verdadeiro fator diferenciador, e não o projeto imobiliário. Este apenas serviria para dar sustentabilidade aos investimentos necessários para a nossa visão estratégica.
Não podemos pedir mais dinheiro aos barreirenses, penalizando-os com mais impostos, para a recuperação e depois para a manutenção de todo aquele espaço.
A discussão deste tema tem de ser séria. É muito redutor o que temos assistido nos últimos meses. Não se pode reduzir um projeto desta importância a um vende ou não vende, constrói ou não constrói.”,
afirma Bruno Vitorino, candidato do Partido Social Democrata à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.
António Sousa Pereira













