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Bastidores

Solidariedade do Bloco de EsquerdaTRABALHADORES DA ASCENZA/SAPEC E LISNAVE EM GREVE.
A CORAGEM DE LUTAR PELO TRABALHO COM DIREITOS.

Impor a lei da selva e o medo nas empresas tem sido a opção em muitos locais de trabalho em Setúbal, como por todo o país. As recentes greves na Ascenza/Sapec e Lisnave demonstram a vontade dos trabalhadores de lutarem pela dignidade e legalidade nas relações laborais, rejeitando a ideologia neo-escravagista do patronato e dos seus servidores no poder político.

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Solidariedade do Bloco de Esquerda TRABALHADORES DA ASCENZA/SAPEC E LISNAVE EM GREVE. A CORAGEM DE LUTAR PELO TRABALHO COM DIREITOS.

Por Jornal Rostos

Na Ascenza (ex-Sapec), a luta, que começou no dia 21 de outubro, é considerada histórica, por quebrar o clima de intimidação e medo que reina há cerca de 40 anos na empresa. Entre as reivindicações estão a alteração dos horários de trabalho em regime de laboração contínua, a valorização das carreiras profissionais e «respetivos ajustes salariais», melhores condições de segurança e saúde no trabalho e a aplicação do contrato coletivo de trabalho do sector químico, subscrito pela Fiequimetal.
Na Lisnave Yards, os trabalhadores deram início, a 31 de outubro, a um período de greve ao trabalho suplementar (pago e não pago) e ao trabalho normal, com adesão praticamente total, e que se estendeu até às 24h00 de terça-feira, dia 2 de novembro, com uma concentração no exterior do estaleiro.
Destacam-se como principais objetivos desta greve (decidida em plenário no dia seguinte à paralisação realizada de 2 a 5 de Outubro, com uma adesão superior a 80 por cento) a eliminação do regime de «adaptabilidade», pelo que o pré-aviso emitido pelo SITE Sul abrange, para lá do horário normal, também todo o trabalho suplementar, incluindo o prestado no regime «à borla», imposto pela administração no momento da admissão dos trabalhadores.
Na Ascenza e na Lisnave, a coragem de lutar pelo trabalho com direitos demonstra a absoluta necessidade de romper com o modelo vigente de precariedade, baixos salários e desemprego, e a urgência de apostar na valorização do trabalho, criando emprego com vínculos estáveis, salários dignos, e respeitando os direitos dos trabalhadores, merece, obviamente, toda a solidariedade do Bloco de Esquerda.
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