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Bastidores

Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento JovemAprovada proposta do Bloco de Esquerda em Almada

A Câmara Municipal de Almada aprovou a proposta elaborada pela vereadora do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua, para se iniciarem os procedimentos com vista à aprovação de um Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento Jovem.

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Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento Jovem Aprovada proposta do Bloco de Esquerda em Almada

Por Jornal Rostos

Apresentada na reunião camarária desta segunda-feira, dia 7 de fevereiro, a proposta dá início ao procedimento de discussão por parte das forças políticas locais para a elaboração do regulamento do Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento Jovem, contando com o voto favorável unânime dos vereadores.
A autarca do Bloco afirma que “há um problema de habitação em Almada”, o sétimo concelho com as rendas mais altas do país, que “se reproduz intensivamente na geração mais jovem”, cada vez mais afetada pela crescente precariedade, agravada pela pandemia.
Joana Mortágua urge pela atuação por parte da autarquia de modo a “travar a especulação” e combater a “gentrificação, desertificação e abandono dos jovens de Almada, que gostariam de poder continuar a viver e a habitar os centros urbanos, mas que acabarão por ser expulsos por não terem possibilidade de pagar as rendas especulativas”.

A vereadora bloquista declara que, ao contrário de outros programas municipais deste tipo, Almada não tem habitação municipal para disponibilização. Assim, a proposta do Bloco de Esquerda prevê que o programa de apoio ao arrendamento jovem tenha como base um “apoio financeiro indexado aos rendimentos dos candidatos”, seguindo as candidaturas determinadas caraterísticas e critérios de seleção.
O Bloco de Esquerda defende que a despesa no direito constitucionalmente reconhecido à habitação “não pode levar mais de metade do salário de um jovem”, impossibilitando-o de criar uma “uma sustentabilidade progressiva própria. A criação deste programa permite que “os jovens possam aspirar a morar fora da casa dos pais”, e à autarquia a oportunidade “de melhorar a gestão do parque habitacional municipal através do seu arrendamento, em alternativa à alienação, e de controlar a especulação imobiliária por via dos apoios públicos ao arrendamento”.

“Fixar a população jovem em Almada, emancipando-a e aliviando os encargos financeiros das famílias, é um desígnio de todo o município”, argumenta o Bloco, que, com as restantes forças partidárias representadas em Almada, irá participar no processo de construção do regulamento do Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento Jovem.

Fonte - BE Almada

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