MDM - Movimento Democrático de MulheresDia Mundial da Saúde - O direito à saúde não pode esperar!
. Exigir igualdade na vida
Neste período, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) reafirmou a sua imprescindibilidade e a necessidade de reforço do investimento. ". subvlinah o MDM.

Por Jornal Rostos
No Dia Mundial da Saúde o MDM divulga o documento que publicamos integral:
O direito à saúde não pode esperar!
Exigir igualdade na vida
Decorridos dois anos da pandemia CoViD-19, e em várias regiões do País, o direito à saúde continua em suspenso, nos cuidados de saúde primários, paliativos e em muitas especialidades.
Neste período, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) reafirmou a sua imprescindibilidade e a necessidade de reforço do investimento. As respostas do SNS assentaram em grandes sacrifícios dos seus profissionais de saúde, e em alterações e atrasos relevantes nos cuidados de saúde, como consultas e tratamentos de várias especialidades, realização de exames complementares de diagnóstico e de rastreio.
A Saúde não pode esperar!
• Não podemos (continuar) aceitar que as mulheres tenham de fazer centenas de quilómetros para ter acesso a consultas, exames e tratamentos de reabilitação, à interrupção voluntária da gravidez.
• Não podemos (continuar) aceitar que se mantenha um tempo de espera de seis a doze meses por um exame ou consulta de especialidade.
• Não podemos (continuar) aceitar que os cursos de preparação para o parto estejam suspensos e que unidades de saúde não os proporcionem às grávidas e acompanhantes.
• Não podemos (continuar) aceitar que seja limitada a participação activa da grávida no parto e o devido acompanhamento.
• Não podemos (continuar) aceitar que existam desigualdades e assimetrias no acesso à saúde, consoante a região do País.
• Um SNS com profissionais exaustos e desvalorizados, com concentração territorial de serviços e sem as respostas necessárias é uma violência para as mulheres!
Direito à Saúde para todas!
SÓ COM UM SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE + FORTE
• Investir na saúde sexual e reprodutiva e nos cuidados de saúde materna – mais maternidades, serviços de ginecologia/obstetrícia e de medicina de reprodução;
• Garantir que todas as grávidas possam discutir o seu plano de parto com o médico assistente, e respeitar o direito de acompanhamento em todas as unidades de hospitalares;
• Garantir o acesso às consultas de planeamento familiar e à contracepção de emergência gratuita e aos métodos mais inovadores, em todos os centros de saúde;
• Assegurar a cobertura nacional da interrupção voluntária da gravidez e implementar a IVG medicamentosa nos centros de saúde;
• Garantir a cobertura nacional de rastreio do cancro da mama e colo do útero, e o acesso ao diagnóstico rápido e tratamento da doença;
• Qualificar a intervenção para a prevenção e combate às práticas tradicionais nefastas, nomeadamente a mutilação genital feminina e os casamentos infantis • Alargar as medidas de prevenção, referenciação e intervenção, junto das vítimas de violência, famílias e pessoas agressoras;
• Investir na prevenção dos riscos para a saúde associados ao envelhecimento, e em medidas específicas articuladas com outros apoios sociais para garantir condições de vida dignas às mulheres idosas.
• Investir na contratação de mais profissionais de saúde, no regime de dedicação exclusiva, e na valorização das carreiras e remunerações, erradicar todos os vínculos precários, factores essenciais à sua valorização e condição fundamental para mitigar a sobrecarga e haja tempo nas consultas para que se construam relações de segurança e confiança na relação contínua entre utente-equipa técnica.
7 de Abril de 2022
Movimento Democrático de Mulheres













