Distrital Setúbal do Bloco de EsquerdaManifesta preocupação com o contínuo grau de desinvestimento no SNS

Por Jornal Rostos
Um país que não investe no Serviço Nacional de Saúde, é um país mais pobre.
Face ao conjunto de falta de respostas e fecho das urgências de obstetrícia em vários pontos do país, com particular incidência no distrito de Setúbal, em que todas estiveram fechadas e sem prestação de cuidados de saúde de caráter urgente a mulheres, por falta de médicos nos quadros dos hospitais, o Bloco de Esquerda Setúbal, manifesta mais uma vez a sua preocupação com o contínuo grau de desinvestimento que o SNS e a resposta pública de saúde tem sofrido nos últimos anos.
É inadmissível, que em toda a área metropolitana habitada por 2.85 milhões de pessoas, onde ocorrem cerca de 100 partos e 400 atendimentos de urgência obstétrica diariamente, apenas estejam a trabalhar sem condicionamentos, duas urgências de obstetrícia durante um período de cinco dias.
Por deficiente planeamento, conjugado com uma total ausência de uma estratégia para os recursos humanos e um desinvestimento em meios e tecnologia, temas que o Bloco há muito tem defendido como prioritários, o governo de maioria absoluta condiciona o acesso aos cuidados de saúde e a segurança das mulheres do nosso distrito.
Tornam-se evidentes os motivos para o chumbo do orçamento de estado de 2022 por parte do Bloco de Esquerda. Um orçamento que não melhora a saúde de todas e todos os portugueses, nunca será um orçamento do Bloco.
É essencial que o estado cumpra as funções básicas: garantir o acesso a cuidados de saúde de qualidade para todas as mulheres grávidas. O Bloco de Esquerda exige a contração imediata de meios humanos, nomeadamente médicos obstetras e anestesistas, que sejam criadas equipas multidisciplinares estáveis e que as condições materiais dos serviços sejam melhoradas.
Até ao final do ano, esperamos que o governo siga as sugestões do Bloco de Esquerda e anuncie uma estratégia para os trabalhadores da saúde, que inclua a revisão das carreiras com os sindicatos, valorização salarial, regime de dedicação exclusiva para diretores de serviço e opcional para os restantes elementos.
Não é possível ter cuidados de saúde sem profissionais de saúde! Uma verdade universal que o governo mostra ter esquecido, com consequências trágicas para a população. Um país que não investe no Serviço Nacional de Saúde, é um país mais pobre.
Bloco de Esquerda / Distrital Setúbal













