Caos na implementação da Carris Metropolitana em AlmadaDesilusão tomou conta do anúncio de uma "revolução" afirma Bloco de Esquerda

Por Jornal Rostos
Em Almada a operação iniciou-se a 1 de julho tendo como concessionária a mesma empresa, a TST, e criando um autêntico caos. Os utentes estão indignados com as carreiras cheias, falta de horários de manhã e à noite, supressão de carreiras fundamentais para o município sem alternativas viáveis, fraca oferta de serviços em áreas dos concelhos onde o acesso à mobilidade é já reduzido, supressão de destinos em Lisboa que obrigam a transbordos e deslocações mais longas, falta de informação sobre horários e trajetos, a falta de coordenação com outros meios de transporte públicos, e outros problemas.
A questão é grave porque a supressão de carreiras e horários impede a deslocação de e para o trabalho de milhares de trabalhadores que residem freguesias como a Costa da Caparica, a Charneca de Caparica ou a Sobreda. Trata-se de um recolher obrigatório inaceitável.
Os autarcas do Bloco de Esquerda apresentaram um protesto na Assembleia Municipal sobre a forma como todo o processo foi conduzido. A vereadora Joana Mortágua irá apresentar ainda uma proposta na Câmara Municipal de Almada para exigir a reposição do serviço anterior até haver um esclarecimento cabal da nova operação.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda irá apresentar um requerimento para ouvir a autoridade metropolitana de transportes (Transportes Metropolitanos de Lisboa) na Comissão de Economia, Habitação e Obras Públicas.
Fonte - Bloco de Esquerda / Distrital Setúbal













