Por proposta do Bloco de EsquerdaAssembleia Municipal vai discutir a crise habitacional em Almada
Esta sessão dedicada à crise habitacional sentida nacionalmente, e com especial impacto no concelho de Almada, tem como ordem de trabalhos a discussão sobre os problemas da Habitação no concelho de Almada, o parque habitacional autárquico e o 2º Torrão.

Por Jornal Rostos
Perante a inflação galopante e o aumento desenfreado dos custos de vida, é, mais uma vez, a habitação que se revela como uma das maiores preocupações da população portuguesa, e com especial impacto em Almada.
Em Portugal, as rendas aumentaram mais de 40% em cinco anos, e Almada consolida-se como o 5º município com os valores mais elevados de arrendamento. Com o aumento das taxas de juro, a União Europeia anuncia austeridade, num cenário de catástrofe para um milhão de famílias.
A prestação da casa dispara, significando mais centenas de euros para as famílias trabalhadoras. O turismo absorve grande parte dos alojamentos para estudantes e os quartos disponíveis estão mais caros. O Alojamento Local expande-se sem regulação, pressionado zonas da cidade já fortemente especuladas e desertificadas.
Nos mais de 60 bairros existentes no concelho, milhares de pessoas continuam a viver sem condições de conforto, salubridade e de segurança. O próprio bairro do 2º Torrão foi alvo de um processo de realojamento de emergência que se desenvolveu de modo errático e injusto. Almada continua a ser um dos concelhos com maior carência habitacional em todo o país.
A impossibilidade de os jovens saírem de casa dos pais, emanciparem, e de construir o seu projeto de vida independente. Um parque habitacional autárquico degradado e insuficiente para a extensa lista de espera do programa de atribuição de habitação municipal.
São várias as razões que colocam a habitação como primeira problemática e necessidade da população de Almada. Assim, o Bloco de Esquerda requereu uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Almada para debater as respostas estruturais que a Câmara Municipal de Almada e o Governo devem tomar para responder ao direito a uma casa.
Uma casa, uma causa. Foi sob este mote que o Bloco de Esquerda construiu o seu programa em Almada. Porque tudo começa no direito a uma habitação digna e esse direito tem sido negado demasiadas vezes aos almadenses. Uma casa, muitas causas. Porque é a partir da habitação que tecemos direitos no território.
A Coordenadora Concelhia de Almada do Bloco de Esquerda













