Para instalação de centrais fotovoltaicas em Santiago do CacémAbate de 1,5 milhões de árvores incluindo sobreiros
.PAN questiona Governo

Por Jornal Rostos
“Uma energia verdadeiramente limpa não pode ser feita à custa da destruição da natureza”, afirma a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real. “Não invalidando a necessária transição energética para a descarbonização da economia, o futuro não pode passar pela construção de mega centrais que destroem e artificializam vastas áreas de solos com importantes valências ambientais, e que implicam o abate de milhões de árvores. É necessária uma efetiva procura de alternativas, que passem pelo aproveitamento de superfícies já construídas (telhados e coberturas) para a instalação de painéis solares, tal como o PAN tem defendido”. A deputada única do PAN denuncia ainda que não está a ser feita “uma avaliação ponderada dos impactes negativos cumulativos e uma análise aprofundada e integrada do custo-benefício” destes projetos.
Os objetivos de se atingir mais de 9 GW de potência solar até 2030 significam a construção de centrais fotovoltaicas numa área que poderá ascender a 10 mil ha, o equivalente ao concelho de Lisboa. São projetos que foram rejeitados mais do que uma vez pela APA, sendo inaceitável a sua aprovação e declaração de interesse público. Portugal é apontado de forma unânime pela comunidade científica como um dos países a ser mais afetado pelas alterações climáticas, que vão afetar nomeadamente regiões como o Cercal do Alentejo e Santiago do Cacém. Por esta razão, a concentração destes projetos em áreas do Alentejo, poderá ter efeitos negativos impactantes e irreversíveis.
“Cabe ao Governo encontrar as medidas de política que resultem num equilíbrio entre a necessidade de descarbonização por via das fontes renováveis e a conservação da natureza e biodiversidade”, afirma a porta-voz do PAN. “Para tal, o Governo não deve ceder à voracidade do pilar económico”, remata.













