Organização Regional de Setúbal do PCPCritica falhas no transporte público fluvial de travessia do Tejo para Montijo e Seixal
“Nas áreas da saúde, da educação, da habitação, do transporte público de passageiros, são visíveis os problemas criados pela desresponsabilização e desinvestimento por parte do Governo”, é salientado.

Por Jornal Rostos
A Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP reuniu na passada sexta-feira, para analisar a situação social e os reflexos negativos de opções do Governo PS no plano da Região. São opções que, à custa do povo, à custa dos próprios interesses do nosso País e do seu desenvolvimento económico e social, aprofundam desigualdades e injustiças. A situação é intolerável: ao mesmo tempo que grupos económicos e multinacionais alcançam lucros colossais, a larga maioria da população confronta-se com a enorme perda de poder de compra. Quando os partidos de direita falam em “baixar em impostos” é preciso que se esclareça – há impostos a mais para quem trabalha e impostos a menos para os grandes grupos económicos e sobre seus lucros.
Nas áreas da saúde, da educação, da habitação, do transporte público de passageiros, são visíveis os problemas criados pela desresponsabilização e desinvestimento por parte do Governo. Um dos exemplos gritantes destas políticas prende-se com as falhas no serviço de transporte público fluvial de travessia do Tejo. Em várias horas de maior procura, entre Seixal e Lisboa encontra-se em circulação apenas um barco, o que é manifestamente insuficiente. Também entre Montijo e Lisboa é urgente resolver as insuficiências do serviço prestado: há utentes que vão para o terminal fluvial de madrugada, entre as 4 e as 5 horas da madrugada, para conseguir lugar nas escassas circulações que são efectuadas no início da manhã.
Sobre o aprofundamento da exploração de trabalhadores, a retoma da laboração na VW Autoeuropa, após lay-off, representou nova pressão sobre os trabalhadores, com o aumento do ritmo de trabalho e para a realização de horas extraordinárias. A empresa, à custa da exaustão dos trabalhadores quer recuperar agora da paragem de produção, ocorrida em consequência das suas próprias opções. Lembramos que esta é uma empresa que teve milhões de euros de lucros e que podia ter evitado o lay-off e o esbulho de fundos da Segurança Social.
Em meados do próximo mês de Novembro, o PCP vai arrancar com uma ampla acção por todo o País, de contacto com os trabalhadores e as populações, sob o lema “É hora de aumentar salários e pensões”, com a recolha de assinaturas, pela urgência do aumento do salário em pelo menos 150€ e do aumento a 1 de Janeiro do Salário Mínimo Nacional para 910€, atingindo os 1.000€ em 2024, e um aumento das pensões em 7,5% num mínimo de 70 €. É preciso sublinhar que estas propostas têm contado com os votos contra do PS, PSD, IL e Chega na Assembleia da República. Além destas propostas, o PCP considera essencial travar os custos insuportáveis com a habitação, e garantir que o Estado dá as respostas cabais no apoio à infância, nomeadamente com a criação de uma rede pública de creches com vagas gratuitas para todas as crianças.
O PCP apela aos trabalhadores e populações para que participem na manifestação convocada pela CGTP-IN para 11 de Novembro, em Lisboa e Porto, contra o aumento do custo de vida e pelo aumento dos salários, será mais um momento importante de protesto dos trabalhadores perante dificuldades de vida cada vez maiores e um sinal de que não se resignam perante a situação.
Fonte - PCP













