Concelhia da Moita do Partido Comunista PortuguêsPreocupações sobre estado do serviço de obstetrícia do Hospital do Barreiro

Por Jornal Rostos
A Concelhia da Moita do Partido Comunista Português manifesta reais preocupações sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e em concreto com o que está a acontecer já há muito tempo no serviço de obstetrícia do Hospital do Barreiro, Hospital que serve a população da Moita.
É uma situação extremamente grave que não tem resposta no conhecido “Programa de emergência” do Governo, que se resume a mais uma linha telefónica, incentivos para os profissionais que fizerem mais partos do que a média anterior, sem que se saiba se e quando isso vai acontecer e, claro, mais contratação de privados. De resto, a opção do Governo é assistir impavidamente à degradação das condições de atendimento.
A situação que se vive este fim-de-semana, com o encerramento de todos os serviços de obstetrícia da Península de Setúbal, que se prolongará previsivelmente até quarta-feira, só tem solução com a contratação de profissionais e com a melhoria das condições de remuneração e carreira dos profissionais de saúde, até porque esta é uma área em que, sobretudo nas áreas mais populosas, o privado está interessado em fazer negócio e em tirar vantagem das dificuldades que o Governo cria ao SNS, indo aí buscar os profissionais de que necessita.
O que se exige do Governo são medidas concretas, imediatas e urgentes que respondam a uma situação insustentável que coloca em risco a saúde e a vida das mulheres grávidas. O que se exige é que o Primeiro-Ministro e a Ministra da Saúde divulguem ao País as medidas a adoptar.
Quando vão estar contratados os recém-especialistas formados em Abril, designadamente na especialidade de ginecologia e obstetrícia? Para quando medidas sérias e reais para melhorar a remuneração base dos trabalhadores do SNS? Para quando a redução do horário e da carga de trabalho dos trabalhadores da saúde, permitindo que tenham tempo para viver? Quando vai realmente o governo tomar medidas para estancar a fuga de médicos para o privado e para o estrangeiro? Quantos profissionais de saúde pretende o Governo contratar a curto prazo para os serviços de ginecologia e obstetrícia do Serviço Nacional de Saúde?
O PCP Moita não pode também fazer esquecer a posição que o executivo PS na Moita sempre tomou em relação aos sucessivos encerramentos das urgências e de outros serviços no CHBM durante o governo de António Costa, uma posição de cumplicidade e encobrimento face às dificuldades criadas à população.
É com espanto que vemos hoje o EXECUTIVO PS a tomar a iniciativa de emitir um comunicado à população e ao governo manifestando críticas e preocupações … ou seja, bastou apenas uma mudança de governo para que este executivo tomasse posição sobre um assunto que há anos aflige e compromete a população da Moita.
O PCP relembra que o seu voto contra o Orçamento de Estado para 2022, que viria a ser chumbado e dar origem a novas eleições, se deveu ao desinvestimento no SNS e às ajudas ao privado que esse orçamento já significava. Infelizmente o PCP tinha razão e alertou para tudo aquilo que hoje está a acontecer. Nessa altura os eleitos do PS Moita preferiram atacar o PCP em vez de defenderem o reforço no SNS. Com o governo PSD/CDS nada mudou, apenas se acentuou.
Para o PCP é essencial garantir a resposta adequada no Serviço Nacional de Saúde em todo o território, valorizando os profissionais e investindo nos meios e nas instalações. O PCP continuará a lutar por isso e apela a todos os portugueses e aos profissionais de saúde que não desistam de lutar pelo SNS, uma das mais importantes conquistas de Abril.
Porque a saúde é um direito e não pode ser um negócio!
9 de Agosto de 2024













