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Bastidores

Setúbal - Distrital do Bloco de EsquerdaLamenta morte no Seixal e questiona Ministério sobre falhas no INEM

A Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Setúbal, em nota de imprensa, manifesta «o seu profundo pesar pelo falecimento de um cidadão de 78 anos no concelho do Seixal, ocorrido após uma inaceitável espera de três horas por assistência médica de emergência. À família e amigos, endereçamos as nossas mais sentidas condolências e solidariedade».

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Setúbal - Distrital do Bloco de Esquerda Lamenta morte no Seixal e questiona Ministério sobre falhas no INEM

Por Jornal Rostos

«Esta tragédia não é um caso isolado, nem pode ser reduzida a uma falha burocrática. Embora as informações apontem para constrangimentos no novo sistema de triagem do INEM, o Bloco de Esquerda recusa que a discussão se limite a questões procedimentais quando o que está em causa é a crónica falta de recursos no socorro pré-hospitalar. Não podemos aceitar que se esconda a falta de investimento atrás de erros de protocolo. Um sistema de triagem, por muito eficaz que seja no papel, falhará sempre se não existirem
profissionais suficientes para atender as chamadas e ambulâncias disponíveis para acorrer às populações. A morte deste cidadão é a consequência mais dolorosa de uma política de desinvestimento que deixa o distrito de Setúbal e o concelho do Seixal desprotegidos.", sublinha a Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda.

Exigimos o reforço imediato de meios humanos e materiais

"Tal como defendemos consistentemente, a liberdade e a dignidade humana dependem de um Serviço Nacional de Saúde que cuide de todos, sem exceção. O socorro imediato é um direito básico, não um privilégio sujeito à disponibilidade orçamental. O Bloco de Esquerda já questionou formalmente o Ministério da Saúde. Não exigimos apenas explicações sobre a falha na triagem; exigimos o reforço imediato de meios humanos e materiais (Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar e viaturas) no distrito.
O Seixal e o país não podem resignar-se. A prestação de cuidados de emergência é inegociável. O Estado não pode falhar a quem dele precisa na hora de maior aflição. ", acrecenta o BE

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