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Bastidores

Crónica do Pato BravoOu será que não é permitido conversar?

Recomeçaram, após o período de Natal e de Ano Novo, os tradicionais almoços do “Pato Bravo” às Quintas Feiras.
Um ponto de encontro para descongestionar a língua e falar de tudo um pouco.
Nestas conversas há sempre tempo para falar de tudo. De cultura. De eleições autárquicas. De “grupos”, de “movimentos”, de “muletas” e de “fisgas ecológicas”.
3 min de leitura

Por S.P.

Alguém, numa das recentes conversas, salientava que o “PS está a perder tempo e a oportunidade de afirmar o que é decisivo no seu Programa para apontar o caminho de mudança na cidade”.
Outros falaram de ética e até de “deontologia como ideologia”. Onde chegam as conversas no Pato Bravo!
E, na conversa, houve um “independente” que sugeriu a criação de “Listas de Independentes” para as próximas autárquicas.
Houve quem falasse de “lobbies” e outros que falaram de “buracos”.
Houve também quem falasse de “ciúmes” e de “vaidades”.
Há mesmo quem diga que, estes encontros, estas conversas do “Pato Bravo”, estão a suscitar alguma curiosidade.
Quem é que lá vai ? Que é que falam? Que é que querem com estas conversas? Andam à procura de quê?
Descansem. O pessoal só quer conversar. Um bate papo, descontraído, sem objectivos.
È pessoal que gosta de falar. É pessoal que respeita as diferenças.
Falou-se dos “Rostos do Ano”. Houve quem desejasse que os “Rostos do Ano” fossem outros, houve quem concordasse.
Estes almoços são higiénicos. Ajudam a limpar as teias de aranha, permitem uma visão livre dos acontecimentos que fazem os nossos dias.
Se quiser venha almoçar e verá que se diverte.
Um quer uma “via Verde para os empresários” e diz que vai lutar por esse objectivo.
Outro anuncia as próximas inaugurações do Bloco de Esquerda.
Há quem proponha a agenda de um tema para debate semanal.
A criação de uma “Tertúlia” de gente de diferentes quadrantes, que vai agir na procura de soluções, é anunciada, diz-se que já está a andar...pelo bem do Barreiro ?! E esta hem!
Outro pergunta : Será que estas conversas podem ajudar a encontrar algum caminho?
Fala-se da inutilidade de certas coisas. Fala-se da utilidade do diálogo.
Há mesmo que diga que participar nos almoços começa a ser considerado um “acto político”. Uf ! A coisa está a ficar preta.
Há quem faça comparações. Mede-se o tamanho da mesa. Uns dias com mais, outros dias com menos.
Afinal , é apenas uma Mesa...para descongestionar os nervos.
Ou será que não é permitido conversar?
Não esqueçam que vivemos numa terra que lutou pela liberdade e já conquistou esse direito...ser livre!
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