Crónica do Pato BravoA cidade aprendeu a viver a palavra -solidariedade
As conversas de Quinta Feira são interessantes, permitem debater ideias, abordagem da vida política, interpretações dos dias e acima de tudo dão espaço para rir com as “décimas”.
Por S.P.
Uns falam da razão que têm e afirmam o sentido que pode ter a palavra resistência.
Outros falam de manobrismos e comportamentos que motivam formas de pensar e de agir, silenciando o silêncio.
Há mesmo quem fale em técnicas de “guerrilha urbana”, assim como quem prepara um combate e tem a certeza que pode ter que pagar, com a vida, essa ousadia de lutar. Resistir.
Há mesmo que diga que todos somos actores, mais ou menos actores, e que, afinal como bons actores que somos, assumimos esse direito que a democracia nos dá de “sermos actores sociais”- agentes de desenvolvimento.
Depois há quem diga que o debate de ideias, por vezes, parece uma manobra de diversão, assim como quem quer dar espaço para discutir – enquanto uns discutem, outros vão fazendo o que querem...
No meio de tudo isto fala-se do PCP. Comenta-se o PSD. Regista-se o BE. Aborda-se o PS.
Da porta espreita, por acaso ou coincidência, um funcionário, dos autênticos. Sorri. E daqui conclui-se que todas as coincidências são puramente matemáticas.
Há ainda quem fale dos contrariados, aqueles que vivem com o olhar trocado em relação ao presente, porque ou vivem no passado, ou então demasiadamente à frente, no futuro...coitadinhos dos contrariados que “têm tanta pena de si mesmos”.
Chegou o momento de pegar no charuto e fumar. Sente-se o cheiro da revolução.
Um homem de charuto até fica com um ar paternalista. Torna-se um verdadeiro político. Alguém que sente o sabor da vida e o seu sentido, coisa que não é alcançável pelos “miserabilistas”, que mendigam – “porque a alma humana é um abismo”.
Chegou a hora de pagar o almoço. Há quem diga que deve ser pago pelo cronista do reino. Sim, porque o reino exige as “crónicas do pato bravo”, reais, como quem regista para os vindouros, apontamentos dos dias em que se falava da “ponte para o Seixal” e do “Masterplan”, como sonhos adiados.
Por fim fala-se da máquina, das máquinas que fazem os dias. Fala-se de cultura. Fala-se de participação. Fala-se da vida.
Uma artista plástica presente – barreirense – manifesta-se, com indignação, porque diz que não tem espaço na terra onde nasceu e vive.
Fala-se do Bairro das Palmeiras, de ideias que nasceram nos anos 90 e foram mortas na mesma época – por controleirismo - por não se deixar a cidade respirar.
As conversas de Quinta Feira, no Pato Bravo, permitem tudo isso, viajar no presente, através do passado e permitem pensar que a vida, mesmo que lentamente, impõe mudanças, porque é a vida que transforma o homem e o progresso é irreversível, sempre será irreversível, numa cidade que aprendeu, desde sempre, a viver a palavra solidariedade.
Outros falam de manobrismos e comportamentos que motivam formas de pensar e de agir, silenciando o silêncio.
Há mesmo quem fale em técnicas de “guerrilha urbana”, assim como quem prepara um combate e tem a certeza que pode ter que pagar, com a vida, essa ousadia de lutar. Resistir.
Há mesmo que diga que todos somos actores, mais ou menos actores, e que, afinal como bons actores que somos, assumimos esse direito que a democracia nos dá de “sermos actores sociais”- agentes de desenvolvimento.
Depois há quem diga que o debate de ideias, por vezes, parece uma manobra de diversão, assim como quem quer dar espaço para discutir – enquanto uns discutem, outros vão fazendo o que querem...
No meio de tudo isto fala-se do PCP. Comenta-se o PSD. Regista-se o BE. Aborda-se o PS.
Da porta espreita, por acaso ou coincidência, um funcionário, dos autênticos. Sorri. E daqui conclui-se que todas as coincidências são puramente matemáticas.
Há ainda quem fale dos contrariados, aqueles que vivem com o olhar trocado em relação ao presente, porque ou vivem no passado, ou então demasiadamente à frente, no futuro...coitadinhos dos contrariados que “têm tanta pena de si mesmos”.
Chegou o momento de pegar no charuto e fumar. Sente-se o cheiro da revolução.
Um homem de charuto até fica com um ar paternalista. Torna-se um verdadeiro político. Alguém que sente o sabor da vida e o seu sentido, coisa que não é alcançável pelos “miserabilistas”, que mendigam – “porque a alma humana é um abismo”.
Chegou a hora de pagar o almoço. Há quem diga que deve ser pago pelo cronista do reino. Sim, porque o reino exige as “crónicas do pato bravo”, reais, como quem regista para os vindouros, apontamentos dos dias em que se falava da “ponte para o Seixal” e do “Masterplan”, como sonhos adiados.
Por fim fala-se da máquina, das máquinas que fazem os dias. Fala-se de cultura. Fala-se de participação. Fala-se da vida.
Uma artista plástica presente – barreirense – manifesta-se, com indignação, porque diz que não tem espaço na terra onde nasceu e vive.
Fala-se do Bairro das Palmeiras, de ideias que nasceram nos anos 90 e foram mortas na mesma época – por controleirismo - por não se deixar a cidade respirar.
As conversas de Quinta Feira, no Pato Bravo, permitem tudo isso, viajar no presente, através do passado e permitem pensar que a vida, mesmo que lentamente, impõe mudanças, porque é a vida que transforma o homem e o progresso é irreversível, sempre será irreversível, numa cidade que aprendeu, desde sempre, a viver a palavra solidariedade.













