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Bastidores

Carreira 720.02 – o lugar na história

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6 min de leitura

Por Jornal Rostos

Venda ilícita de bilhetes

O Instituto do Consumidor e a Sociedade Euro 2004 têm vindo a alertar para situações ilegítimas de venda e promoção de bilhetes para o Euro 2004.
A aquisição de bilhetes fora dos canais devidamente autorizados pode ameaçar os direitos dos consumidores, em termos de interesses económicos e de segurança nos estádios.
No sentido de ajudar a prevenir este tipo de fraudes, a Câmara Municipal do Barreiro divulgou o comunicado emitido pelo Instituto do Consumidor e Sociedade Euro 2004.
Esteja atento !

Já não sou do partido

Dizia o homem, com ar sereno, convicto, procurando demonstrar que o futuro já tem outro rumo apontado.
“Sabe, eu já não sou do partido” – comentou e sorriu.
Outra personalidade referia, com ar mais triste, mas com a mesma convicção, olhando para a distância até onde o olhar pode conduzir ao futuro: “Eu sou do partido, até ver, mas...” – olhava e sorria.
São sinais dos tempos que vivemos....

Fazer política ?!

A guerra que está instalada na JS do Distrito de Setúbal serve a quem ? Serve o quê ? São estes os futuros políticos do nosso país ? É assim que se faz política em Portugal ?
Entre jovens “ortodoxos” que vivem a política com verdadeiro fundamentalismo. Ou outros jovens que vivem a política partidária como um combate sem tréguas? Ou, ainda, outros jovens que cozinham à distância as relações do xadrez político ? De tudo um pouco são feitas as “juventudes” políticas.
Será isto que eles aprendem com os políticos de carreira ? Para onde vamos afinal ?!

Telenovela – Um lugar na história
Capítulo I
O Gógó e o Bécas

Ele entrou. Olhou em redor, com o seu ar altivo, o ar próprio de um “senhor” que sabe distinguir a diferença que tem que existir entre os servos e senhores. Ele sabe que uns existem para obedecer e outros para comandar. Levantou a voz e pediu a sua garrafa. Mandou encher o copo. O Gógó estava no computador e levantou-se, num salto, porque sabia o valor daquela garrafa. Aliás, ali, todos já conheciam o valor daquela garrafa. Era uma garrafa dourada de 12 anos.
O Gógó, com ar humilde, obediente, de quem sabe que está perante um senhor, sorria, e, pegando no copo, colocou sobre o balcão, ainda perguntou : “Senhor, bebe aqui ao balcão ou vai sentar-se ?”
O senhor olhou, remexeu as pulseiras que transporta no seu pulso, com aquele ar autoritário, de quem tem consciência da dimensão do poder que tem nas mãos e disse : “Bebo aqui ao balcão”. Olhou à sua volta e perguntou : “Alguém quer beber?”
Ouviu-se uma voz : “Eu também bebo senhor”. Então o senhor mandou encher outro copo, não da sua garrafa ( esta era reservada) mas da outra que estava destinada ao povão.
O senhor pegou no copo e foi para um canto da sala. E, com a sua voz potente perguntou : “Então novidades ? Quais as novidades da Carreira 7 ? Essa porcaria é mesmo o piorio que temos cá na nossa cidade.”
O Gógó sorriu. Alguém, num canto da sala deu uma cotovelada, discreta e disse: “ Aquilo de facto é um nojo”.
O senhor olhou, remexeu as suas pulseiras, olhos nos olhos, e disse : “Tens razão. Aquilo é mesmo o piorio. Mas não é só aquilo, há mais coisas. Temos que ver a forma de dar a volta a isto... e na altura própria eles vão ver. Já esteve mais longe a hora de acabar com eles. Será a hora do desagravo. ”
Voltou-se para o Gógó e disse-lhe : “Tu já sabes como é, temos um lugar reservado para ti, e podes contar com o meu total apoio. Esta terra há-de ser liderada por ti.”
O Gógó sorriu e imaginou-se no poder que lhe estava a reservado. O Gógó sentiu que aquele era o lugar que o destino lhe tinha destinado.

Noutro local, entretanto, outro senhor, em torno de uma imperial, conversava com o “Bécas” e dizia-lhe : “Sabes que o gajo quer colocar o Gógó a liderar a terra. Nós não vamos permitir. Tens que ser tu a avançar.”
O “Bécas” sorriu. Esse era o seu grande sonho. Há muito que imaginava chegar ao ponto mais alto da vida local. De noite acordava e imaginava como seria diferente a sua vida no dia em que liderasse os destinos da sua terra. No fundo o “Bécas” tinha consciência que ele estava destinado a ocupar aquele lugar.
O problema era que o lugar era só um e, pelos vistos, já havia dois para ocupar aquele lugar da história.

O Gógo nessa noite quando chegou a casa começou a fazer os seus planos. Era preciso começar a agir. Ele sabia que o “senhor” tinha todas as condições para ser a alavanca que o havia de conduzir na construção do seu destino.
O Bécas nessa noite chegou a casa e começou a fazer planos. Era preciso começar a agir. Ele sabia que o “senhor” tinha todas as condições para ser a alavanca que o havia de conduzir na construção do seu destino.

O senhor sentou-se no sofá. Pegou na garrafa, outra de doze anos e sorriu. Pegou no telefone e ligou – “Estive hoje com o Gógó. Sabes prometi-lhe o lugar que ele quer e ele já está no papo. Ele é um pouco ambicioso e bastou dar-lhe um sinal e a partir daqui ele é dos nossos.”

O senhor chegou a casa, foi ao frigorifico, pegou numa cerveja, veio para a sala e sentou-se. Pegou no telefone e ligou : “Olha falei com o Bécas. Ele está ganho para a ideia. É uma boa aposta. Ali já temos o problema resolvido. Temos que arrumar o Gógó.”

Ao meio da noite o Gógó acordou a transpirar. Ao meio da noite o Bécas acordou a transpirar. Por coincidência ambos tiveram o mesmo sonho. Afinal quem tinha ido para o lugar era o “Fifi”. Ele que nunca tinha manifestado opinião, acabara por ser o escolhido.

No dia seguinte o Gógó acordou e telefonou para o Bécas : “ Sabes que os gajos estão a tramar-nos. Será que eles vão avançar com o “Fifi” para ocupar o lugar da história ?”
O Bécas respondeu – “ Não te preocupes. Tu vais por um lado, eu vou por outro e o lugar será de um de nós. O “Fifi” não tem qualquer hipótese. Eu hoje sonhei com ele nesse lugar, mas isso é um sonho apenas, é para esquecer...”
O Gógó, sentiu a pele arrepiar-se, tremeu e não teve coragem de dizer que também teve um sonho igual. Pouso o auscultador. E encostou-se para trás na cadeira...com uma lágrima a esvair-se no seu olhar !

Continua

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