Carreira 702.03 – A Ceia dos Cardeais
Por Jornal Rostos
Carreira 7
02.03 – A Ceia dos Cardeais
Façam a Piscina !
Durante décadas o espaço do Tanque de Aprendizagem de Natação do Lavradio esteve ao abandono. Uma vergonha cujo estado de degradação é inadmissível.
Agora a Câmara Municipal do Barreiro organizou o espaço com dois polivalentes desportivos permitindo que os mesmos possam ser utilizados pela comunidade, quer pela escola, quer pelas colectividades.
A Junta de Freguesia do Lavradio resolveu em comunicado vir referir que a Câmara prometeu um Tanque de Aprendizagem e não um Polidesportivo.
É justo que se exija para o Lavradio a construção de um Tanque de Aprendizagem.
Mas, mais justo seria saudar a Câmara por concretizar este melhoramento, um benefício para a comunidade lavradiense.
Razão tem o Bruno Vitorino quando fala que as pessoas não são capazes de despir a camisola e preocuparem-se com a resolução dos problemas que afectam a população.
Assim se vê...
Telenovela – Um lugar na história
Capítulo III
A Ceia dos Cardeais
Os homens e as mulheres da comunicação social estavam todos no seu trabalho habitual. Alguém disse : “Já viste a última da Carreira 7 ?” .
“Qual perguntou?” – a Jocas. “Aquela do Gógó e do Bécas ?” – respondeu a Mila. “Eu já vi” – acrescentou o Boli.
Sentado, discretamente, escutando a conversa, o Rogi, dizia : “Mas alguém vê essa coisa da Carreira 7 ?”
“Eu costumo ver” – respondeu a Mila. “Eu também” – acrescentou o Boli. E a Jocas, sorrindo, está sempre a sorrir, acrescentou : “Eu, vá lá, vejo de vez em quando”.
O Rogi, para não ficar atrás, salientou – “Eu às vezes, de vez em quando, sempre que posso, quando posso, enfim, para não dizer que não. Vou vendo”.
Assim, ali numa breve amostragem, ficaram todos a saber que a “Carreira 7 “ tem assíduos visitantes.
E a pergunta ficou no ar : “Afinal quem é o Gógo e quem é o Bécas” – perguntou a Mila.
“E o Fifi ?” – interrogou o Boli.
“Temos que descobrir” – salientou a Jocas.
Alguém mas desperto para estas coisas, e sempre pronto a beneficiar com estas interrogações lançou um desafio : “Aceitam-se apostas para descobrir quem é o Gógó ou até mesmo o Bécas”.
E lançou o repto de criar o “Tótóbecas” e o “TótoGógó”, com apostas a um euro. Quem ganhar tem uma viagem de oito dias, com tudo pago no TUVULU.
Eles estavam sentados, na esplanada, junto ao Tejo. Conversavam amenamente. Conversavam sobre o tema que nos últimos dias anima as conversas da alta política local.
“Estou a ficar preocupado com esta história da Carreira 7, sobre o Gógó e o Bécas. Isto pode dar mau resultado. Todo o pessoal da nossa imprensa já fala nisso. Será que o Gógó é real ou é apenas uma personagem de ficção? “ – interrogava Herlander da Azambuja.
“Porque não colocas o Boli em campo e, se ele investigar, é capaz de desvendar este mistério?” – disse-lhe o senhor, esbracejando as suas enormes pulseiras, que com o som fizeram afugentar as gaivotas que estavam pousadas na muralha.
“O Boli não. Vou por o Mané, ele é perito em alta política e é capaz de desvendar este mistério” – esclareceu D. Herlander da Azambuja.
“Olha, e que conversa é aquela da Ceia dos Cardeiais? “ – interrogou o senhor.
“Eu penso que isso é que é perigoso. Se eles se juntaram no Marinho, ali para o Cartaxo, devem estar a preparar das boas. Isso é que nós devíamos pensar e começar a programar uma estratégia de contra ataque. Esteve lá segundo disseram – o D. Afonso I, D. Afonso II, o aspirante a D. Afonso III, e acompanhados de D. Maurois e D. Antoine. E o mais grave é que o D. Sebastião esteve ausente” – comentou D. Herlander da Azambuja.
“Quem te disse isso ? Tu sabes sempre tudo, és um génio“ - disse o senhor, remexendo as suas pulseiras.
“Disseram-me. Não interessa quem, disseram-me. Sabes esta Ceia dos Cardeais, ali, no Marinho, do Cartaxo, comparada com a história do Gógó e do Bécas, são trocos, nem contam para o problema central. Nós andamos para aqui a procurar saber quem é o Gógó e o Bécas e os Cardeais estão unidos e a preparar o terreno. Temos é que por, isso sim, o Boli e o Mané, os dois e mais alguém, se for preciso, a tentar desvendar o que se passou na Ceia dos Cardeais.” – disse a fechar a conversa D. Herlander da Azambuja.
Entretanto, alguém, fez chegar um manuscrito ao Drº Jivago dizendo o seguinte ;
“Meu caro senhor, sei que tem conhecimento da Ceia dos Cardeais, ali, no Restaurante Marinho, no Cartaxo. Eu estive numa mesa ao lado e como não me conheceram posso dar-lhe algumas pistas. Para já posso dizer-lhe que no dia seguinte foram todos os que estiveram na ceia e mais alguns, durante toda a tarde e até altas horas, para o Castelo. A discussão foi decidir quem vai avançar pela luta para o “lugar da história”. Só que eles não estão preocupados, com pequenos lugares eles querem reconquistar o “Alcaide mor”. O D. Afonso I, que esteve no cargo alguns anos, não tem condições para avançar. O D. Afonso II que herdou o cargo, está disponível para entrar na luta e já está mesmo a preparar o “programa”. O D. Afonso III, anda atarefado e está um pouco gonzo, andou mesmo a manifestar-se, a sorrir e procura de forma discreta demonstrar ao Gógó e ao Bécas que não têm medo deles. Tenho mais coisas para contar, convido-o para um café e depois falamos
assina – um apaixonado da Carreira 7”
Sentado a ler estas palavras o telefone tocou. Era o Mino – “ Tu és louco. Estou farto de rir com a história do Gógó.”
“A culpa é tua” – respondeu o Drº Jivago.
“Eu depois conto-te outras. Vem aí o Fifi” – referiu o Mino e desligou.
E o Drº Jivago ficou intrigado: “Quem será o Fifi ?”
Continua













