Saltar para o conteúdo
Bastidores

Audiência Portuguesa doTribunal Mundial sobre o Iraque

No próximo dia 10 de Julho, sábado, à tarde, na Biblioteca-Museu República e Resistência, Rua Alberto de Sousa (ao Rego), Tel. 217802767, em que será dada conta do trabalho até agora realizado pela Comissão Promotora.
2 min de leitura

Por Jornal Rostos

O Iraque vem sendo vítima de uma agressão de consequências humanas ainda mal avaliadas.
A destruição das condições de vida das populações significa um retrocesso de décadas que se fará sentir por gerações. O saque de recursos e de bens patrimoniais representa um regresso ao colonialismo mais selvagem. A brutal violação dos direitos individuais marcará pessoas e famílias de forma impossível de apagar.

Nada disto pode ser esquecido; menos ainda, legitimado por acordos de conveniência. Crimes foram e estão a ser cometidos no Iraque.

Para que os agressores e os cúmplices não continuem por acusar e por condenar, constituiu-se em 2003 o Tribunal Mundial sobre o Iraque, na tradição do Tribunal Russell para o Vietname.
Na sua primeira sessão, em Bruxelas, o TMI contou nomeadamente com a participação do sociólogo e padre católico François Houtard, um dos fundadores do Forum Social de Porto Alegre, do economista Samir Amin, da médica e escritora Nawal al Saadawi, dos ex-responsáveis pelo programa humanitário da ONU para o Iraque Denis Haliday e Hans von Sponeck, do jurista norte-americano e ex-ministro da Justiça Ramsey Clark, de Haifa Zangana, Sabah al-Mukhtar e Al-Bayati, resistentes iraquianos exilados.

A iniciativa de criar uma Audiência Portuguesa do TMI mereceu o apoio de dezenas de pessoas de entre as quais destacamos os nomes de Nuno Teotónio Pereira, Hélder Costa, Manuela de Freitas, Frei Bento Domingues, António Louçã, Loff Barreto, Saúl Nunes, Saldanha Sanches, José Manuel Pureza, José Charters Monteiro, Manuel Freire, Rui Pereira, Álvaro Fernandes, Francisco Martins Rodrigues, Nuno Grande, Maria do Céu Guerra, João Mário Mascarenhas, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Tino Flores.

Porque importa proceder a uma condenação, no mínimo, moral e política dos responsáveis; e porque sabemos o papel que para esse efeito pode ter uma opinião pública esclarecida – pedimos-lhe que apoie a Audiência Portuguesa do TMI, cuja declaração de princípios juntamos, prestando toda a colaboração que achar útil para a concretização dos seus objectivos.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção