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Bastidores

Assembleia Municipal do BarreiroPS, PCP e PSD defendem preservação da EMEF

Em moção aprovada por unanimidade as forças políticas que integram a Assembleia Municipal do Barreiro defenderam a importância de ser preservada a EMEF no concelho, como forma de manter activa uma referência ao sector ferroviário no Barreiro e a preservação dos postos de trabalho.
3 min de leitura

Por Jornal Rostos

No período antes da Ordem do Dia, estiveram em discussão diversas moções e votos de pesar, tendo todos os documentos sido aprovados por unanimidade, com excepção da moção relativa ao aborto e de solidariedade com as mulheres que estão sujeitas a julgamento, que contou com a abstenção do deputado Bruno Vitorino do PSD.
A Assembleia Municipal aprovou votos de pesar e homenagem a Lino de Carvalho, PCP, Vice Presidente da Assembleia da República; Sousa Franco, candidato do PS nas Europeias; Virgilio Azevedo, dirigente do PCP, natural do Barreiro e Belmiro, artista plástico barreirense.

EMEF no centro do debate

A moção sobre a EMEF, apresentada pelo PCP, foi a que mereceu mais intervenções da parte dos Deputados Municipais.
Pedro Gomes, PSD, manifestou a sua opinião favorável sobre a necessidade de se defender a EMEF – “defemdo a manutenção das Oficinas”, mas manifestou a sua discordância sobre as referências feitas na moção, que “não existe estratégia para o sector ferroviário em Portugal”.
Por outro lado, o deputado social democrata criticou o facto de o PDM, em vigor, aprovado por executivos liderados pelo PCP, ter aberto expectativas de “viabilizar a construção imobiliária na área onde estão instaladas as Oficinas da EMEF”.
António Sardinha, PS, considerou que são inquestionáveis “o conjunto de conclusões da moção” apresentada pelo PCP e referiu que a Câmara Municipal do Barreiro “está atenta a esta questão e colocou-nos a par de todos os esforços e contactos que tem vindo a realizar”.
António Sardinha também lamentou as opções do PDM que, na sua opinião, “podem influenciar condições adversas” para o futuro da EMEF.
Daniel Cabrita, começando por salientar que considerava que a proposta de moção apresentada seria pacifica, questionou se os deputados do PS e PSD não estariam a “dar uma justificação que conduza ao encerramento da EMEF”.
Na sua opinião o Plano Ferroviário Nacional não existe porque “está na gaveta”.
Pedro Gomes, PSD, voltou a intervir para sublinhar que o PSD aprova as conclusões da moção, mas discorda nos seus considerandos e salientou nós “defendemos a manutenção das Oficinas da EMEF” no Barreiro.
Helder Madeira, PCP, salientou que o PDM prevê a construção naquela zona, mas que o deputado do PSD estava a “exagerar”.

EMEF até ao ano 2006

Quando da sua intervenção, no período da Ordem do Dia, Emídio Xavier, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que tem mantido contactos com a REFER e CP, tendo obtido a confirmação que “até ao ano 2006 não está previsto o encerramento das instalações da EMEF”, por outro lado, sobre o PDM, salientou que naquela unidade, onde está instalada a EMEF, perspectiva-se a construção de 350 fogos.
Apesar das diferenças de opinião a moção apresentada pelo PCP foi aprovada por unanimidade, com os votos favoráveis do PS, PCP e PSD.

Belmiro “Barreiro Reconhecido”

António Sardinha, PS, na sua intervenção recordou com emoção o artista plástico barreirense Belmiro – “um artista genuinamente popular, com uma visão única da nossa terra”.
Daniel Cabrita, PCP, na sua intervenção referiu que Belmiro, era merecedor da condecoração – “Barreiro Reconhecido”.
António José Ferreira, PS, recordou a sua amizade com Virgilio Azevedo, dirigente do PCP, que sublinhou era um homem honesto e íntegro.

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