CDS/Setúbal apoia Santana Lopes
Por Jornal Rostos
1.O CDS está determinado em ser, neste momento que preocupa os Portugueses, um Partido seguro. Sendo a transição de Governo um processo sensível, a nossa atitude caracteriza-se pela maior serenidade. Quando algumas forças políticas tentam aproveitar o momento para gerar instabilidade, a nossa resposta é ser, aos olhos dos portugueses, um referencial de estabilidade. Estamos convencidos que o País não quer crises nem aventuras; por isso nos empenhamos em oferecer soluções construtivas. Pela sua boa e antiga tradição, o CDS é um partido responsável, e nós queremos honrá-la! Os Portugueses conhecem a nossa tenacidade! E nós sabemos que o País conta sempre connosco e ainda mais nas horas difíceis.
2.A situação política começa agora a clarificar-se. O nosso parceiro de projecto, coligação e maioria, escolheu um novo líder. Queremos felicitar ambos: o PPD/PSD e o seu novo líder, o Dr. Pedro Santana Lopes. A eles e aos Portugueses, o CDS afirma ter uma Vontade e uma Esperança.
-a Vontade de trabalharmos juntos. Cada qual com as suas história e identidade. Mas a colaborar numa solução natural, estável e positiva para o bom governo de Portugal;
-a Esperança de que aos dois partidos seja permitido mostrar ao país que:
·temos um programa de Futuro e com futuro para quatro anos;
·um programa e um rumo aprovado e suportado pela maioria absoluta dos deputados – representantes, eleitos e legítimos, do Povo português;
·continuar e cumprir esse projecto é essencial para ganharmos a aposta de proporcionar aos portugueses condições para que vingue um País com ambição, uma economia em crescimento e uma sociedade onde a Equidade seja nivelada por cima.
3.O CDS respeita as formas, as regras e os prazos. Neste tipo de situações, a Constituição, claramente, atribui um papel especial ao Senhor Presidente da República. Perante o Chefe de Estado, desenvolveremos a nossa análise da situação política. É assim que deve de ser, porque esse é o comportamento politicamente exigido a partidos responsáveis.
Não queríamos contudo deixar de expressar três reflexões:
A primeira é institucional: na nossa tradição Constitucional, nomear um Governo ou dissolver o Parlamento obedece a factores objectivos e não a apreciações particularísticas e subjectivas. Com a observância do quadro constitucional e respeitando uma vontade de legislatura expressa pelos portugueses nas últimas eleições legislativas, encontrar-se-à uma solução parlamentar coerente, credível e maioritária.
A segunda é de ordem económica: todos os que apelam e promovem a instabilidade sabem das consequências negativas que este cenário acarretaria para a nossa economia.
Com eleições antecipadas, o país ficaria economicamente parado larguíssimos meses e só teríamos Orçamento de Estado para 2005 já bem dentro do ano de 2005. Ou seja, significaria atrasar economicamente o país quase um ano.
Os portugueses não querem nem crises, nem aventuras. Querem sim estabilidade e prosperidade!
A terceira reflexão é de ordem partidária: que seja claro para todos (os nossos adversários socialistas, e mais a esquerda extrema e a extrema-esquerda) que o CDS não tem, nunca teve e jamais terá, medo de ir a eleições! Os 30 anos de história do CDS provam estamos sempre preparados para qualquer desafio e cenário. E os portugueses sabem-no, pois conhecem a nossa Perseverança, a nossa Tenacidade, a nossa Constância.
Todavia, em nome dessa mesma história e desses mesmos valores, os militantes do CDS exigem hoje de nós, a nossa responsabilidade, e que coloquemos o interesse nacional acima de tudo. Que nos exige que, em momentos de incerteza, sejamos um inquestionável esteio da Estabilidade, um inabalável factor de Equilíbrio, um sólido pilar de Serenidade.













