Bloco de Esquerda questionaSITUAÇÃO NO HOSPITAL DE S. BERNARDO

Por Jornal Rostos
Mariana Aiveca e Fernando Rosas, requereram ao Ministério da Saúde as seguintes questões sobre a situação actual do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal:
Se já interveio junto do Conselho de Administração do Hospital de S. Bernardo no sentido de ponderar a situação concreta que se vive no Hospital?
Para quando e de que forma perspectiva esse Ministério intervir no sentido de: estabilizar a situação de dignificar os profissionais que ao longo dos anos já demonstraram ser capazes de evitar o caos, de garantir aos utentes que esta unidade hospitalar serve dignidade no atendimento e assistência, de acordo com o que são os seus direitos constirucionais?
A situação que se vive no Hospital de S. Bernardo (HSB) caracteriza bem o que foi a opção do anterior governo PSD/CDS-PP em transformar os Hospitais Públicos em Sociedades Anónimas.
A degradação de parte das instalações e dos equipamentos médicos, a redução dos contratos de manutenção, bem como o clima de instabilidade e de desgoverno, tem levado a uma crescente desconfiança por parte dos utentes, agravando, também por esta via, a conflitualidade interna.
Muitas têm sido as denúncias, os abaixo-assinados de profissionais, as tomadas de posição enviadas às entidades com competência para intervir, sem qualquer resultado prático.
Desde 1996 que está prevista a remodelação do edifício antigo do hospital e só 5 anos depois é que foram inscritos em PIDDAC cerca de 3 milhões de contos para iniciar as obras.
Em Dezembro de 2002 o HSB passa a Sociedade Anónima e é-lhe atribuído em capital social cerca de 30 milhões de euros, valor idêntico ao atribuído a outros Hospitais, SA de dimensão semelhante mas com funcionamento em condições normais e sem obras de fundo pendentes.
No ano de 2003 o Director Clínico renuncia ao cargo e já em 2004, 28 dos Directores de Departamento manifestam-se claramente indisponíveis para trabalhar com o Conselho de Administração em vigência.
Esta situação mantém-se até ao momento, prejudicando os utentes no seu direito mais elementar – o direito à saúde.













