Bloco de Esquerda acusaInsensibilidade da Câmara na intervenção social
No Programa PROGRIDE “o Barreiro, como a generalidade do Distrito e do País, viu os seus projectos indeferidos” sublinhou o Bloco de Esquerda, em conferência de imprensa, por falta de dotação orçamental.

Por Jornal Rostos
Mário Durval, do Bloco de Esquerda, considerou que era importante que fosse tornada pública a posição do seu partido, sobre as candidaturas ao Programa PROGRIDE.
Humberto Candeias, por seu turno, salientou que no concelho do Barreiro há problemas sociais, é um concelho em situação de exclusão social com alguma gravidade”.
O Bloco de Esquerda –Barreiro, em conferência de imprensa divulgou a sua posição sobre “a situação social no concelho do Barreiro, a nova geração de programas de luta contra a pobreza e exclusão social e a vontade política”.
O Bloco de Esquerda condena “a falta de apoio do Governo Socialista ao programa nacional PROGRIDE, de promoção da Inclusão e Desenvolvimento Social, não permitindo que as comunidades locais que se organizaram por via de projectos específicos possam contribuir para melhorar as condições de vida daqueles que vivem em condições desumanas de pobreza e isolamento”.
Segundo o BE, “a dotação para a medida 1 deste programa previa 15 milhões de euros para os projectos a apresentar pelos 193 concelhos considerados elegíveis” e, acrescenta que “o orçamento médio expectável era de um milhão de euros para cada projecto, sabia-se de antemão que só cerca de 15 projectos poderiam ser aprovados”.
Politicas sociais do governo
Por esta razão, os deputados do Distrito de Setúbal, do Bloco de Esquerda, apresentaram em Maio, na Assembleia da República, um requerimento sobre esta matéria, questionando o governo socialista - “sobre qual a sua vontade política relativamente ao combate à pobreza e exclusão social, isto é, cumprir o seu programa eleitoral ou dar continuidade ao desprezo do PSDD/CDS pelas políticas sociais. A resposta está aí. Cada concelho já a tem”.
Insensibilidade da Câmara
Na opinião do Bloco de Esquerda – “A actual Câmara Municipal do Barreiro tem revelado a mesma insensibilidade do Governo ao colocar em segundo plano a intervenção social, a título de exemplo podemos referir que durante o exercício do seu mandato não se vislumbrou qualquer golpe de asa que invertesse o problema da habitação social, da qualidade de vida dos bairros com pessoas em situação de desfavorecimento, que dinamizasse a acessibilidade na cidade e as respostas sociais para pessoas portadoras de deficiência, contudo estes factos não podem responsabilizar a Câmara pela não aprovação de qualquer projecto concelhio no âmbito do PROGRIDE.”
Salienta o Bloco de Esquerda que – “a actual Câmara tem, até, o mérito da realização da candidatura à REDE SOCIAL, aprovada, e que hoje constitui uma realidade local”.
Responsabilidades da CDU
Segundo o Bloco de Esquerda – “o facto das candidaturas locais ao programa terem sido penalizadas por não existir à data um Diagnóstico Social e um Plano de Desenvolvimento Social só pode ser assacado à gestão CDU que resistiu até ao fim à apresentação de candidatura à REDE SOCIAL atrasando a elaboração dos referidos documentos. A mesma resistência já tinha atrasado a introdução do Rendimento Mínimo Garantido ao concelho”.
Na opinião da Comissão Concelhia do Barreiro do Bloco de Esquerda o trabalho das “instituições de solidariedade social sem fins lucrativos não deve estar dependente de apoios financeiros eventuais, como são as candidaturas a projectos. Quando as necessidades sociais são permanentes, importa contratualizar, recursos, metodologias de trabalho, resultados e formas avaliação entre o Estado e as instituições de modo a que as respostas sociais sejam efectivas, duradouras e com graus de cobertura aceitáveis”.













