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Bastidores

O Governo e as Obras PúblicasOTA um erro gravíssimo para o futuro

.Intervenção do Deputado LUIS RODRIGUES

“Para quando uma solução para o Metro da Margem Sul?” – é uma das interrogações colocadas pelo deputado social democrata, Luís Rodrigues, eleito pelo Distrito de Setúbal, na sessão de perguntas ao governo.

5 min de leitura
O Governo e as Obras Públicas OTA um erro gravíssimo para o futuro

Por Jornal Rostos

Na SESSÃO DE PERGUNTAS AO GOVERNO NO ÂMBITO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES, realizada no dia 13 de Janeiro, o DEPUTADO LUIS RODRIGUES, eleito PSD, pelo Distrito de Setúbal, efectuou a intervenção, que remeteu para a nossa redacção.

Aqui fica o registo integral da intervenção do Deputado Social Democrata.

Sr. Presidente da Assembleia da República

Sr. Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

Sr.ªs e Sr.s Deputados

O Sr. Ministro das Finanças veio esta semana afirmar que num prazo de 10 anos o sistema de segurança social público vai ter graves problemas de financiamento.
Este facto, infelizmente, não é um caso isolado do estado em que estão as finanças públicas portuguesas.
Esta situação aliada ao aumento previsto pelo governo para o desemprego, não augura nada de bom para os próximos tempos.

Numa altura de “apertar o cinto” com os salários a crescerem menos do que a inflação esperada, com as taxas de juro a subirem, como é que é possível este Governo não dar ouvidos a quem o alerta para o erro que é estar a avançar para obras faraónicas cujo retorno é duvidoso e no caso da OTA considero ser um erro gravíssimo para o futuro. É um erro que não se apagará com qualquer esponja num quadro tão negro como é aquele em que o Partido Socialista quer meter os portugueses.
Quem vier a seguir que pague a factura.
Estes e outros negócios, que implicam aumento exponencial do endividamento do Estado, fazem-me sentir que Portugal está a ser vendido e retalhado aos poucos.

A arrogância da maioria absoluta leva o Sr. Ministro a afirmar, a propósito de um direito cívico que diversos cidadãos do Norte exerceram entregando uma carta aberta solicitando a realização de um referendo nacional sobre a OTA e o TGV, que quem ganha manda, por outras palavras, quem ganha decide as obras que quer fazer, independentemente de serem erros estratégicos no modelo e no tempo.
Esta postura arrogante de quem tudo sabe da maioria absoluta do Partido Socialista é a imagem de marca do Sr. Primeiro Ministro que tem em V. Ex.ª um bom aluno.

As acções de propaganda política e de marketing que foram as apresentações das duas intenções de projectos, tentando acabar com a contestação a estes (mas que felizmente não o conseguiram), não passaram disso mesmo.

No caso do TGV o projecto nem sequer está todo definido, nem poderia estar Sr. Ministro, nomeadamente nas suas entradas nas duas principais cidades portuguesas, Lisboa e Porto.
V. Ex.ª sabe porquê.
Devido à obstinação impensada V. Ex.ª cometeu um erro de palmatória.
Como é que é possível estudar estes dois projectos em separado?

Condicionando a rede de alta velocidade à localização do aeroporto na OTA este Governo criou um atoleiro de onde não consegue sair.
Maior que este atoleiro só o que V. Ex.ª pode encontrar nos terrenos que escolheu para a construção do novo aeroporto na OTA.

Um novo aeroporto em Lisboa e a rede de alta velocidade ferroviária, que a seu tempo será construída, servem em parte os mesmos utilizadores. Não é possível sem um estudo estratégico integrado destes dois modos de transporte, englobando a rede aeroportuária nacional e a rede ferroviária convencional e de alta velocidade, decidir em consciência soluções para infraestruturas que sirvam o País por largas dezenas de anos.

Na apresentação do novo aeroporto o
Sr. Ministro disse que essa infraestrutura não custaria nada aos portugueses, mas, posteriormente, também afirmou que ainda não tinha executado o estudo de viabilidade económico-financeira do projecto.

Se não havia estudo como é que o Sr. Ministro pode afirmar taxativamente que o novo aeroporto não iria custar nada aos bolsos dos portugueses?
Com tantos mil milhões de investimento o Governo tenta criar ilusões na cabeça dos cidadãos.
Quando depois descemos à realidade o que é que se vê?

Entidades como a Prevenção Rodoviária Portuguesa, que tem desenvolvido actividades do maior interesse para todos os cidadãos, principalmente os mais jovens, não tem dinheiro para continuar a prestar os bons serviços à comunidade nacional por via de decisões governamentais recentes. Tantos milhões a voar e muitos a faltar no terreno.

Sr. Ministro como é que vai contribuir para resolver este problema que é da PRP, mas é também de todos nós?
Tantos milhões anunciados, tantas ilusões criadas para o futuro e os problemas por resolver com que o Governo está confrontado hoje.

Sr. Ministro

O Metro do Porto até para comprar agrafes tem de vir ao Terreiro do Paço.

Para quando a definição do modelo de gestão?

Para quando a definição dos projectos futuros do Metro do Porto?

Para quando o avanço do Metro do Mondego?

Para quando uma solução para o Metro da Margem Sul?

Quem vai pagar pelo atraso de mais de um ano neste projecto?

A esta pergunta Sr. Ministro respondo eu.
Vão pagar os portugueses do seu bolso pela inacção do seu Governo.
Por último não me esqueço.

Sr. Ministro

Onde está a listagem dos 200 projectos no valor de 25 mil milhões de euros que integram o Plano de Investimentos em Infraestruturas Prioritárias?

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