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Bastidores

Almada e SeixalETAR da Quinta da Bomba fonte de poluição ambiental

Os “maus cheiros decorrentes de um alegado mau funcionamento da ETAR da Quinta da Bomba, em Miratejo” foi motivo para apresentação de um requerimento na Assembleia da República pelos Deputados do Partido Social Democrata.

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Almada e Seixal ETAR da Quinta da Bomba fonte de poluição ambiental

Por Jornal Rostos

Segundo os deputados do PSD, Luís Marques e Luís Filipe Rodrigues, o Grupo Flamingo, uma associação de defesa do Ambiente que actua geograficamente nos concelhos da margem Sul do rio Tejo, deu a conhecer uma situação relativa à produção de maus cheiros decorrentes de um alegado mau funcionamento da ETAR da Quinta da Bomba, em Miratejo, a qual é gerida pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada.
Referem os deputados, “ao que se apurou, desde o início do ano de 2003 que aquela Associação vem sendo confrontada e corporizou as denúncias por parte da população residente em Miratejo e na baixa de Corroios relativas ao incómodo causado pelo funcionamento daquela infra-estrutura.”

Mau estar para as populações locais

Sublinham os deputados, no requerimento apresentado na Assembleia da República, que a “aludida associação requereu, por diversas vezes, no ano de 2004, às autarquias de Almada e do Seixal a implementação de medidas que levassem à erradicação daquela fonte de poluição ambiental e de mau estar para as populações locais. Mas, como não houvesse logrado obter, segundo a mesma entidade, qualquer resposta, denunciou, então, a situação ao Ministério do Ambiente, à Comissão Coordenadora e de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), à Inspecção-Geral do Ambiente, bem como a todos os grupos parlamentares com assento na Assembleia da República.”

Incumprimento do estipulado na legislação

“Da CCDRLVT a associação recebeu uma comunicação na qual o organismo afirmava que os resultados analíticos das descargas de águas residuais da mencionada ETAR, relativas aos dois últimos anos revelavam o incumprimento do estipulado na legislação em vigor, ou seja, o número de amostras não conformes, havia ultrapassado o valor legalmente permitido, o que derivava de mau funcionamento do equipamento em causa.” – sublinham os deputados sociais democratas.

Fim dos incómodos resultantes do mau funcionamento

De acordo com os deputados sociais democratas a “CCDRLVT solicitaria, ainda, aos SMAS a apresentação, no prazo de um mês, de medidas de remodelação ou de ampliação da ETAR que tivessem em conta a qualidade do efluente final e que permitissem obter um nível de eficiência que não colocasse em causa a classificação da zona de descarga como zona de protecção de moluscos bivalves, bem como o respectivo cronograma para as necessárias obras.
Assim, em 9 de Maio de 2005 o Sr. Presidente do SMAS informava o Grupo Flamingo de que as obras de reabilitação e melhoria do sistema de tratamento, quer ao nível de estruturas, quer ao nível de equipamentos, que deveriam conduzir a uma melhor eficiência e, necessariamente, ao fim dos incómodos resultantes do mau funcionamento, iriam ter lugar ainda no ano de 2005, não sendo, contudo, de excluir que tal se viesse a verificar apenas no início de 2006.”

Maus cheiros continuam a marcar presença

“Os denunciantes desconhecem, todavia, se as obras de manutenção da ETAR já se iniciaram de facto entretanto. Certo é que, em matéria de maus cheiros estes continuam a fazer marcar a sua presença na zona em questão” – referem os deputados do PSD.
Neste contexto os Deputados requerem ao Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, à Câmara Municipal do Seixal, Câmara Municipal de Almada e aos respectivos serviços municipalizados de água e saneamento, que lhes seja prestada integral informação sobre:

a) Qual o acompanhamento que, de facto, têm vindo os competentes órgãos e serviços da Administração Pública a fazer da situação descrita?

b) Se confirmam esses departamentos o início e o desenvolvimento contínuo da realização das obras no aludido equipamento e para quando se prevê a sua conclusão?

c) Se possível, que medidas técnicas podem ser adoptadas entretanto para atalhar e minorar os efeitos nocivos ainda actualmente provocados nas populações pela emissão dos odores na zona em questão?

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