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Bastidores

Partido Socialista - BarreiroLuís Ferreira apresentou candidatura à Presidência
“O PS vai ganhar 2009”

“A nossa candidatura assume como principal meta promover a coesão do partido em torno de um projecto, a confluência de vontades e a pacificação do partido” – sublinhou, na sua intervenção, Luís Ferreira, candidato à Presidência da Comissão Politica Concelhia do Partido Socialista Barreiro.

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Partido Socialista - Barreiro Luís Ferreira apresentou candidatura à Presidência “O PS vai ganhar 2009”

Por Jornal Rostos

No Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários do Barreiro onde, foi referido, estavam cerca de 180 militantes do Partido Socialista, decorreu a sessão de apresentação da candidatura de Luís Ferreira à Presidência da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Barreiro.
A Mesa que coordenou os trabalhos foi composta por Sofia Cabral e Marcelo Moniz, que coordenaram os trabalhos, Jorge Fagundes, Presidente da Comissão de Honra de Apoio à candidatura; Eduardo Cabrita, Mandatário da candidatura; João Pintassilgo, subscritor da Moção de Estratégia e Luís Ferreira, candidato à Presidência.

Na defesa de valores e da ética política

Jorge Fagundes, Presidente da Comissão de Honra da Candidatura de Luís Ferreira à Presidência da Comissão Política do Partido Socialista, recordou na sua intervenção que está afastado da vida política há 9 anos e sublinhou que a sua opção ao integrar não foi um mero protocolo mas sim a afirmação da sua vontade de “retomar a actividade politica”, tendo por finalidade dar o seu contributo na defesa de princípios, valores e da ética política.
Na sua opinião a “Moção Estratégica” que é apresentada perspectiva um “modelo de organização” que exprime os seus anseios.
Jorge Fagundes referiu que é fundamental que a Comissão Política venha a ser constituída por uma “maioria segura e estável” que contribua para que o Partido Socialista vença as eleições autárquicas em 2009.

O partido não seja municipalizado

Eduardo Cabrita, Mandatário da candidatura, começou por referir que “estamos aqui no momento que marca o início da arrancada do PS Barreiro para em unidade, na pluralidade, orgulhoso da sua tradição de luta pela democracia, nós sermos capazes com a coesão de trabalharmos pela vitória das eleições autárquicas de 2009”.
Eduardo Cabrita, salientou que a candidatura de Luís Ferreira envolve um número significativo de militantes socialistas, e expressou a sua satisfação de participar “neste projecto de mudança”.
Eduardo Cabrita sublinhou que o Partido Socialista tem que se afirmar com um partido aberto no debate interno e aberto à sociedade.
Na sua intervenção referiu que, fruto de experiências, que quando o PS é poder que “o partido não seja nem governamentalizado, nem municipalizado”, devendo afirmar-se, de facto, como “força liderante da construção de ideias”.
Eduardo Cabrita sublinhou que devem ser discutidos com franqueza os problemas de organização do Partido Socialista, a sua ligação à comunidade e estimular a intervenção politica.
“O Luís Ferreira é o símbolo de uma feliz síntese entre a maturidade política, a capacidade de intervenção e o desejo e orgulho numa acção política a nível local” – referiu.
“É o rosto da afirmação de um caminho novo, em que temos que reconstruir a nossa relação de confiança com os barreirenses, para que se construa o futuro, porque 2009 já começou, não podemos perder mais um dia” – salientou Eduardo Cabrita.

Apostar na renovação de métodos

João Pintassilgo, salientou que a política deve nortear-se por causas e acções pela coisa pública, nesse sentido considerou ser necessário que os partidos transformem as suas formas de intervenção, tendo em vista serem um suporte da democracia.
Na sua intervenção sublinhou que existiram dois projectos com géneses distintas, ambos apostando na renovação de métodos, processos e rejuvenescimento das equipas.
“O essencial que os unia era suficiente para que factores residuais, de eventuais protagonismos individuais, ou questões de índole mais pessoal que politico, fossem colocadas de lado, em prol dos interesses dos barreirenses e do Partido Socialista” – salientou.
João Pintassilgo lembrou algumas acções concretizadas pela gestão socialista : a ETAR, o POLIS, “o Masterplan da Quimiparque saiu à rua porque houve diálogo”, a discussão do Plano Municipal do Ambiente, o FORUM Barreiro, o Projecto “Cidade do Cinema” – “estaremos atentos para que este grande projecto não fique para trás”.
Na sua intervenção considerou essencial mudar as formas de intervenção do Partido Socialista ao nível local, propondo o desenvolvimento de políticas de proximidade com os eleitos socialistas e com as populações.
Marcelo Moniz, salientou que esta reunião é um exemplo que “o PS está vivo” e considerou que no passado recente “o PS esqueceu os seus militantes”.
Sofia Cabral, apontou três palavras como as essências no desenvolvimento da acção politica futura dos socialisatas – “crediblidade, coragem e mudança”.
Na sua opinião o Partido Socialista vive “momentos expectantes e estimulantes”.

Cultura de poder instalada não aceita a critica

Militantes “não devem ser apenas figuras decorativas”

Luís Ferreira, candidato à Presidência da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Barreiro, começou por referir que os militantes “não devem ser apenas figuras decorativas” e considerou que se deve desenvolver “uma ruptura com esse modelo de partido”.
Na sua opinião o Partido Socialista, no que diz respeito ao planeamento de cidade “efectuou rupturas com a gestão autárquica da CDU” mas, no que diz respeito à gestão do quotidiano claudicou.
No que diz respeito, ao funcionamento do Partido Socialista, considerou que com a “cultura de poder que se foi instalando, replicou a intolerância e o não aceitar a critica”.

Promover a coesão do partido

Luis Ferreira, recordou que as novas tecnologias podem nos tempos de hoje ser utilizadas para “aproximar os militantes do partido” mas, na sua opinião, no Barreiro foram utilizadas “exactamente ao contrário, foram utilizadas para difamar e perseguir militantes do Partido Socialista”.
O candidato à Presidência da Comissão Politica do Partido Socialista referiu que se está “a viver um momento de transição, que é difícil”, porque, referiu, “há uma cultura de ódio que se foi instalando no Partido Socialista, há ressentimentos quase ancestrais, que é preciso parar”.
“A nossa candidatura assume como principal meta promover a coesão do partido em torno de um projecto, a confluência de vontades e a pacificação do partido” – sublinhou.

Atrair investimento para o Barreiro

Luís Ferreira, sublinhou que sendo o Partido Socialista uma força de esquerda não pode viver sem empenhamento na resolução de flagelos sociais e considerou que um dos problemas fundamentais do Barreiro é o desenvolvimento e, nesse sentido, referiu que “a CDU ao longo da sua gestão autárquica não soube atrair investimento para o Barreiro, enquanto o PS em quatro anos conseguiu fazer isso, e espero que a CDU não desbarate aquilo que foi o nosso esforço para o conseguir”.
Na sua intervenção defendeu a importância de serem promovidos mecanismos de democracia participativa, neste contexto, considerou que a CDU ao promover as “Opções Participadas” deu um sinal positivo, - “um sinal que a CDU já percebeu que é importante ouvir as pessoas, como nós fizemos na discussão do Plano do Ambiente”.

Uma visão de cidade alternativa

Luís Ferreira, sublinhou ainda que o Partido Socialista devem melhorar a sua actividade política, ser um partido vivo, “com uma visão de cidade alternativa à CDU”, saindo à rua e contactando com os barreirenses.
Referiu as declarações de Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, que afirma – “o Barreiro está a viver a maior crise económica” e neste contexto interrogou : “Quem diz isso, tem que responder que investimentos económicos foram trazidos para a cidade durante 27 anos de gestão CDU?”

O PS vai ganhar 2009

Na sua opinião a CDU mudou, aprendeu com os erros e tem hoje uma nova forma de fazer politica – “a CDU tem hoje uma menor obstinação, está a aderir ao pragmatismo político”.
A finalizar referiu que é preciso novos protagonistas e novos projectos para a cidade – “temos que discutir o futuro mas não ficarmos presos ao passado, o PS precisa de mudar de vida” e sublinhou que “não vou funcionar com instrumento de vingança de ninguém”.
Luis Ferreira acrescentou – “acredito que o PS vai ganhar 2009”.

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