Partido Socialista – Setúbal“Na política como em tudo na vida só é mesmo vencido quem desiste de lutar por ideais”
- salienta Vítor Ramalho

Por Jornal Rostos
Refere Vítor Ramalho que “ser eleito e eleger para os órgãos próprios do Partido Socialista traduz um dever e um direito de todo o militante” e, “por essa razão sou candidato ao cargo de Presidente da Federação do P.S do distrito de Setúbal, porque os nossos Estatutos são a nossa constituição.”
Desafio foi lançado por mais de cem militantes das concelhias
“Conheço bem o distrito. Os representantes dos agentes da mudança sabem bem o contributo que dei e continuo a dar há mais de 20 anos a esta parte. Orgulho-me disso. Preencho condições para poder liderar no distrito a unidade e o reforço do PS que tão necessários são.
Para além da resposta ás exigências dos nossos estatutos, não fui indiferente ao desafio que para esse efeito me foi lançado por mais de cem militantes da esmagadora maioria das concelhias, nem à avaliação que faço da marcha do mundo, da própria União Europeia, do nosso país e com ele do distrito de Setúbal e do partido a que pertencemos.” – salienta Vítor ramalho no seu Manifesto.
Reforçar a credibilização do PS e seus militantes
No seu Manifesto o candidato a Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, salienta que – “Hoje tudo se interliga. A circunstancia de durante o próximo mandato da Federação, de dois anos, não existirem eleições autárquicas ou quaisquer outras de âmbito nacional, permitir-nos-á, se todos quisermos, preparar as batalhas do futuro, com tempo, reforçando nessa acção a credibilização do P.S e dos seus militantes.
Para o efeito devemos partir da defesa intransigente de princípios, projectando-os nos objectivos a prosseguir, com adequada estrutura orgânica, que também os reflicta, para que conduzamos uma forte unidade de acção.
Devemos ter presente, para o efeito, que o distrito de Setúbal, face à sua extensão, peso demográfico, especificidade diferenciada dos concelhos e à ideia que os nossos concidadãos têm dele, arreigada em fortes tradições de trabalho, é uma região muito importante e em certa medida emblemática para que o reforço do P.S tenha impacto positivo no partido, no país e no apoio à governação.
A sustentação da defesa de princípios como motor da nossa acção e organização, implica que saibamos forjar e forjemos a unidade em torno deles, fazendo dessa defesa a bandeira da nossa abertura à sociedade.
Porque nos posicionamos desta forma, somos contra toda e qualquer acção que enfraqueça esta base, seja pela cedência a discussões centradas em torno das pessoas dos militantes, sem conteúdo politico, seja pela ideia de que toda a acção militante deve ser em exclusivo centrada no voto para eleições de âmbito local, regional ou nacional, tendo por único objectivo o poder.
É por essa razão que, ao concedermos a maior importância ao ideário e aos princípios, não pretendemos descurar a formação a todos os níveis, numa lógica participativa de relação com a vida colectiva e captação dos mais capazes.”
Ser dirigente implica uma responsabilização ética acrescida
No Manifesto Vítor Ramalho salienta que - “O poder e o seu exercício têm assim de ser assumidos na lógica do espírito de servir e não como um fim em si mesmo.
Os militantes do distrito de Setúbal sabem-no bastante bem, tanto mais que inúmeras vezes são solicitados e convocados para tarefas muito difíceis, sempre prosseguidas com abnegação e em que dão a cara, quantas vezes conscientes do resultado incerto ou mesmo muito problemático das candidaturas, quando disso se trata.
Outros, por razões de varia ordem, depois das vitórias, sentem as dificuldades da manutenção delas, por razões que os ultrapassam mas ainda assim persistem, porque na política, como em tudo na vida só é mesmo vencido quem desiste de lutar por ideais. Esta persistência é também um estímulo a quem vence, porque se aprende também com os erros, quando existem.
Nesta visão alargada do P.S temos a ideia de que devemos olhar para o distrito e para os seus militantes como um todo, contando com todos, sem que alimentemos divisões artificiais entre nós e que naturalmente só nos enfraquecem.
A nossa linha divisória, repito-o, devem ser os princípios e o aprofundamento deles e jamais o estimulo a divisões estéreis ou o encorajamento ao que é fácil de obter. Ser dirigente implica uma responsabilização ética acrescida. O princípio de que quem insulta não tem razão é óbvio.”
Uma nova atitude cultural que influencie positivamente os agentes da mudança
“Este manifesto é assim a corporização de uma declaração de princípios a que se seguirá a apresentação de moção.
Nessa moção, que sustentará a linha de acção, e o esquema organizativo, far-se-á realçar o trabalho colectivo sobre o individual, em auto-regulamentação participada, sem que se prescinda de quem quer que seja, concebendo-se o debate das ideias como um método da nossa própria afirmação. E isto porque em politica as ideias são a essência de tudo.
Esse método é seguramente o único que responde à unidade e com ela à formação politica e autárquica, à própria questão das alianças e ao conteúdo delas, bem como à interlocução com a sociedade envolvente no distrito.
Admito que nem sempre tenha sido esta prática em uso no Partido, no distrito
Na relação com a sociedade e na interlocução haverá que estreitar as relações com o mundo do trabalho, empresarial e organizações não governamentais, em intima conexão com o partido no seu todo, com os deputados e obviamente com o Governo, tudo sob um pano de fundo de uma nova atitude cultural, que influencie positivamente os agentes da mudança” – sublinha-se no Manifesto de Vítor Ramalho..
Não me candidato contra quem quer que seja, mas a favor de ideias
“Assim sendo é útil e muito proveitoso deixar claro que não me candidato contra quem quer que seja, mas a favor de ideias e de um projecto que penso com futuro e de futuro, procurando contribuir para reforçar a nobreza e o orgulho da actividade politica e dos militantes, homens e mulheres, sempre na defesa da paridade sem mero conteúdo formal ou para que sirva apenas de afirmação retórica. Só assim legaremos aos mais jovens um sentido de marcha, articulando a juventude à experiência dos mais velhos.” – refere e a finalizar Vítor Ramalho, no seu Manifesto.













